03/12/2013 14h00 – Atualizado em 03/12/2013 14h00
Fonte: Da Assessoria com informações da Redação
As escolas estaduais da rede de ensino de Amambai se mantem com atividades paralisadas durante está terça-feira (3). O motivo da paralisação é um protesto pela instituição do Piso por 20 horas semanais.
Apesar de a parte administrativa continuar seu funcionamento, a única escola estadual que realizará alguma atividade educativa hoje será a escola Dr. Fernando Corrêa da Costa, com os cursos técnicos no período noturno.
O funcionamento normal das escolas Vespasiano Martins, Dom Aquino Corrêa e Felipe de Brum retorna nesta quarta-feira (4).
Fetems recusa proposta do governo
A Comissão de Negociação da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) recusou a proposta de política salarial para o magistério em 2014, apresentada pelo governo do Estado, em reunião na manhã desta segunda-feira (2), na sede da governadoria.
Em protesto a categoria mantém a paralisação da Rede Pública de Ensino hoje (3) e realizará, em Campo Grande, uma Assembleia Geral na sede da Federação, Rua 26 de Agosto, 2.296 no bairro Amambai, a partir das 8 horas, com representantes dos trabalhadores em educação de todo o estado. Na ocasião serão definidos os rumos das mobilizações.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, a proposta defendida pela entidade prevê a instituição do Piso por 20 horas semanais, em um prazo de três anos, atualmente o governo paga por R$ 1.810,05 por 40 horas, no entanto, não houve um acordo, já que o governo propôs implementar a medida em oito anos. “Oito anos é muito tempo para termos o piso por 20 horas, nós não tínhamos como aceitar essa proposta, inclusive em nossa última Assembleia Geral nós tiramos o indicativo de greve para o início do próximo ano letivo, caso o governo continue sem retroceder em seu posicionamento”, afirma.
O presidente da Fetems enfatiza que a mobilização desta terça irá repudiar a falta de sensibilidade e compromisso do governo com a valorização dos trabalhadores em educação. “Vamos paralisar as atividades nas escolas para defender nossa posição de luta pela valorização profissional da categoria e por uma educação pública de qualidade. Temos o compromisso histórico pelo reconhecimento e a valorização dos profissionais em educação”, disse.


