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sábado, 9 de maio de 2026

Mais Educação promove socialização para cerca de 400 alunos em Amambai

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24/02/2014 06h00 – Atualizado em 24/02/2014 15h06

Fonte: Da Redação

A proposta de educação integral está presente na legislação educacional brasileira. A meta é que até 2020 todas as escolas estejam com ensino integral. Como estratégia do governo federal para a promoção da educação integral no Brasil, foi criado o programa Mais Educação. Através da iniciativa, os alunos passam a ser assistidos por monitores e coordenadores no contra turno que estudam.

O programa ainda está em fase de adaptação; a escolha das escolas é feita pelo MEC (Ministério da Educação). A imposição visa sanar índices negativos de aproveitamento escolar e não leva em consideração se as escolas têm espaço físico adequado para a realização do programa. Também a remuneração dos monitores, responsáveis pelas atividades, é uma bolsa auxílio – R$ 80,00 – por turma, sendo no máximo cinco por monitor, para o transporte e alimentação, o que não profissionaliza o programa.

Mais Educação em Amambai

Em Amambai, 380 crianças e adolescentes de cinco escolas da rede de ensino municipal – Marlene Vilarinho, Júlio Manvailer, João Rodrigues, Mitã Rory em Tupã Y Ñandeva – participam do Mais Educação, implantado no município no em 2009. Para coordenar e implementar as atividades, o programa têm nove coordenadores e 27 monitores em Amambai. A coordenadora no município é Regiane de Oliveira da Fonseca Marques.

Neste início de ano, a quantidade de vagas será mantida e as matrículas estão abertas; é provável que em abril ou maio novas escolas sejam incorporadas ao programa. “É feito um trabalho de incentivo nas escolas, principalmente junto aos alunos que estão cadastrados no Bolsa Família”, explica Regiane.

As atividades, que podem ser teatro, português e matemática, dança, agroecologia e esporte, são desenvolvidas a partir de macro campos que variam de acordo com a condição social da comunidade onde está inserida a escola e também a partir dos índices de aproveitamento escolar. Os critérios são os mesmos utilizados pelo governo federal para definir quais escolas podem aderir ao Mais Educação.

Regiane avalia que ao trabalho é dificultoso, mas também vitorioso. “Houve avanços na questão da disciplina e de aprendizagem (…). na parte social, eles progridem, sentem-se mais valorizados e a família também”, fala a coordenadora.

A secretária de Educação do município de Amambai, Vera Lorensetti, também opina sobre o programa. “O programa Mais Educação está cotidianamente mudando diversas realidades em nosso município. Na busca por uma educação cada vez mais forte, encontramos neste programa a oportunidade do desenvolvimento integral da criança, com aulas de reforço, teatro, futebol entre outras atividades que tornam o ambiente escolar mais prazeroso e atrativo”, diz Vera.

Mais Educação no N. Sa. Aparecida

Uma das comunidades de Amambai onde está inserido o Programa Mais Educação é o Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida.

“Os moradores são carentes de tudo: social, material, afetivamente e de valores”. A opinião é da diretora da Escola Polo Municipal João Rodrigues, Antônia Oceny, e refere-se à comunidade do Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida, onde está situada a escola.

A localidade é a que está mais distante da região central da cidade; lá tem cerca de 118 casas e os moradores fazem parte de grupo que está em situação de vulnerabilidade social. Desemprego, violência, evasão escolar, drogas, álcool e desestruturação familiar são os principais problemas da vila.

A manutenção da escola e do programa na localidade é um passo na resistência e enfrentamento dos problemas. A unidade escolar tem um público formado por moradores das vilas adjacentes, das chácaras e da aldeia Limão Verde.

A escola tem 134 alunos, destes, 112 participam do programa Mais Educação e permanecem durante todo o dia na escola. Aqueles que estudam pela manhã estão no programa à tarde e vice-versa. Eles recebem diariamente três refeições e cinco monitores – João Paulo Soares, Patrícia Costa, Karla Casari, Tânia Garbosa e Jéssica Venega – trabalham atividades de dança, atletismo, letramento e matemática, teatro e agroecologia.

A coordenadora do Mais Educação na escola polo, onde também é coordenadora, Elziane de Cássia Zacarias, reforça que o principal desafio da comunidade é a carência econômica e a dificuldade social, aliada a desestrutura familiar.

O monitor Paulo avalia que o programa veio para somar. “O Mais Educação promove a cidadania, melhora a qualidade de vida das crianças”, diz ele. Em sua opinião, a falta de espaço físico dificulta as atividades. Para amenizar o problema, os alunos do Mais Educação utilizam o barracão da Pastoral da Criança. Sua colega de trabalho, Karla Casari, diz que o programa alia aprendizado e diversão. “Além de a gente ensinar, eles também se divertem (…) muitos ficariam sozinhos em casa e quando vêm aqui recebem alimentação e orientação”, diz ela.

Programa Mais Educação 2013 – Escola Polo Municipal João Rodrigues

Atividade de agroecologia viabilizou produção de uma horta pelos alunos.

No programa, eles recebem alimentação e orientação.

A secretária de Educação do município de Amambai, Vera Lorensetti.

Eles recebem diariamente três refeições.

A diretora e a coordenadora da escola polo João Rodrigues, Antônia Oceny (E) e Elziane Zacarias.

Por falta de espaço na escola, os alunos do Mais Educação utilizam o barracão da Pastoral da Criança no Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida.

O monitor João Paulo trabalha dança com os alunos.

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