25/03/2014 16h47 – Atualizado em 25/03/2014 16h47
Fonte: Da Assessoria
O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) defendeu a necessidade de haver uma reestruturação da Polícia Federal, que sofre com a terceirização, o desvio de função e o remanejamento de servidores para outros órgãos. Ele associou-se à reivindicação do sindicato nacional dos servidores do Plano Especial de Cargos da PF em discurso proferido no Senado nesta segunda-feira (24).
“Quando não apela à terceirização irregular, a Direção da PF desvia policiais do enfrentamento ao crime e à corrupção para atuarem em postos de trabalho administrativo”, lamentou informando que metade do efetivo policial está deslocada para atividades que poderiam ser realizadas por servidores administrativos. Hoje, são 2.400 servidores administrativos em todo o Brasil, número que representa menos de 18% dos quadros da PF.
“Delegados, peritos, agentes e papiloscopistas estão deixando investigar crimes contra a União para realizar tarefas como licitações e contratos, assessoria de imprensa, recursos humanos e tantas outras que não tem nada a ver com a verdadeira atividade policial federal”, afirmou.
Figueiró ainda alertou para o fato de alguns desses policiais deslocados deixarem regiões estratégicas, como as de fronteira, para exercer atividades burocráticas em Brasília. “É uma terrível inversão de valores que gera duplo prejuízo ao cidadão, que deixa de ter o profissional para combater o crime e ainda tem de pagar mais caro pela tarefa de escritório, visto que o policial federal ganha mais que o servidor administrativo”.
Figueiró criticou ainda a morosidade do Ministério do Planejamento que há quatro anos analisa uma minuta de projeto para reestruturar o Departamento de Polícia Federal. Também lamentou a falta de regulamentação da Lei nº 12.855, que prevê o pagamento de indenização para os servidores que atuam na fronteira. “Como as localidades que devem receber benefício ainda não foram definidas, a gratificação não é paga e assim, estas regiões, que são de difícil provimento, continuam carentes de efetivo”, informou.

