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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Ministério do Trabalho apura denúncia de trabalho escravo em Coxim

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03/12/2014 20h28 – Atualizado em 03/12/2014 20h28

Ministério do Trabalho apura denúncia de trabalho escravo em fazenda no município de Coxim

Fonte: Coxim Agora

Ministério Público do Trabalho de Campo Grande vem a Coxim na próxima quinta-feira (4) averiguar e apurar a denúncia de trabalho escravo na fazenda Morada da Lua, localizada na zona rural de Coxim.

Uma equipe do MPT deve seguir ainda nesta semana até a fazenda para verificar as condições em que se encontraram os trabalhadores paraguaios que possivelmente estavam vivendo sem as mínimas condições trabalhistas estabelecidas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Conforme apurado pelo Coxim Agora, a denúncia partiu de Campo Grande para que a Rotai (Rondas Ostensivas e Táticas do Interior) de Coxim, fosse até a propriedade rural localizada a 60 quilômetros do município para constatar o crime de trabalho escravo.

Quando os militares chegaram à fazenda, localizaram pelo menos 13 homens e três adolescentes trabalhando possivelmente em regime de escravidão na extração de eucalipto. O grupo reclamava da falta de alimentação, trabalho forçado e falta de higiene no alojamento da propriedade.

O paraguaio J.L.V.C., de 21 anos, disse que todos foram contratados por R$ 750 para cortar, empilhar, carregar e descarregar 14 carretas de eucaliptos. Em 24 dias de trabalho, eles conseguiram carregar apenas três carretas, até porque o veículo quebrou e eles nada puderam fazer para adiantar o serviço.

Um dos trabalhadores que preferiu não se identificar, disse que ligou para o responsável para informar que não tinha comida no alojamento e a resposta foi para que eles comessem folha de eucalipto. Já um empreiteiro que também estava na delegacia e preferiu não se identificar, informou que não faltavam alimentos para os trabalhadores.

Já outro trabalhador relatou que estava com tanta fome que matou uma seriema para saciar a fome, pois não agüenta mais comer todos os dias somente arroz puro. Com exceção de um morador de Minas Gerais, todas as demais vítimas moram em Velha Vista, município Paraguaio que faz divisa com a cidade brasileira de Bela Vista.

Os trabalhadores A.S.F. de 43 anos, V.G.A., de 54 anos, G.V.C., de 29 anos, V.S., de 25 anos, A.A.F., de 26 anos, R.M., de 25 anos, P.P.F., de 22 anos, L.A.C., de 35 anos, J.L.V.C., de 21 anos, A.A.F., de 22 anos, P.P., de 19 anos, L.R.A.G., de 27 anos, J.V.C., de 21 anos e três adolescentes um de 15 anos e outros dois de 16 anos, foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Coxim onde serão ouvidos pela delegada Sandra Regina Simão de Brito.

Apenas dois trabalhadores permaneceram na fazenda para cuidar dos objetos pessoais e pertences do grupo.

Todos eles serão encaminhados para o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) a pedido da delegada. As vítimas receberam acolhimento e alimentação até a averiguação do Ministério Público do Trabalho.

O grupo reclama da falta de alimentação, trabalho forçado e falta de higiene no alojamento da propriedade / Foto: Maikon Leal

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