30/06/2017 15h39
Fonte: Fetems
A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), reuniu aproximadamente 10 mil trabalhadores(as), no Centro de Campo Grande nesta sexta-feira(30), além de paralisar mais de 90% das escolas públicas de todo o Estado.
A mobilização fez parte da Greve Nacional em defesa dos direitos da classe trabalhadora de todo o país, contra a reforma da Previdência e Trabalhista, em defesa da Lei do Piso Salarial dos professores, pelo reajuste salarial, incorporação do abono dos administrativos em educação, contra a Terceirização e a privatização do Ensino no país.
Os(as) trabalhadores(as) de todo o MS, representando 79 municípios, com faixas, camisetas e muita força de vontade, estiveram presentes neste dia histórico para a Educação pública sul-mato-grossense.
Para o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, o objetivo central da mobilização foi atingido. “Levamos a educação e os demais trabalhadores(as) para a rua. Mostramos para a sociedade que não estamos de braços cruzados diante da perda de direitos e muito menos a favor dos ataques constantes a nossa democracia. Todas as capitais do país deram o seu recado hoje e conosco não foi diferente”, disse.
A vice -presidenta da FETEMS, Sueli Veiga Melo, reiterou a importância da mobilização.” Os trabalhadores e trabalhadoras em educação unidos(as)com outras categorias estão marchando contra a retirada de direitos imposta pelo Governo Federal e cobrando que do governo Estadual o respeito a Lei do Piso Salarial, incorporação do abono e reajuste salarial apara os administrativos em educação. Não podemos permitir nenhum direito a menos”, pontuou.
“Hoje ocupamos às ruas em todo Brasil para protestar contra os parlamentares que votam em desfavor da classe trabalhadora em nosso País. Em nível estadual estamos unidos em defesa dos(as) trabalhadores(as) em educação de Mato Grosso do Sul”, disse o professor Jaime Teixeira, secretário de finanças da Federação.
De acordo com a professora,Maria Oliveira da Silva a reivindicação dos direitos ameaçados foi o que a levou para a rua nesta sexta-feira. “Não vamos deixar que nos tirem conquistas de décadas e vamos ficar imóveis, foi isso que me trouxa às ruas. Aderi a greve e estou na rua com muito orgulho”, disse.
“Tenho problemas de saúde, por conta dos anos de trabalho e agora estão querendo mexer nos meus direitos, isso é inaceitável, porque dei a minha contribuição e mereço me aposentar com tudo que já foi conquistado, graças a nossa luta”, ressaltou a administrativa em educação, Luiza Maria da Conceição, agente de merenda há 12 anos.
Outras categorias somaram na luta em defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as), sindicatos filiados a CUT (Centra Única dos Trabalhadores), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e (MST Movimento Sem Terra).

