12/07/2011 19h03 – Atualizado em 12/07/2011 19h03
Da Redação
O gênero musical conhecido como Rock é um estilo visto como no mínimo estranho pela população do mundo todo. E tudo começou com os garotos de Beatles que cativaram o mundo todo com ótimas musicas e lançaram para a mídia o gênero rock.
Mas esse gênero se for delimitado encontra-se várias classificações para ele, como o rock pesado, o rock alternativo, o pop-rock, entre outros; e tem também os estilos que originaram do rock que são: o punk, thrash metal, heavy metal, gótico/dark, surf music, death metal, pop rock, blues, progressivo e o rockabilly.
Contudo o rock teve a sua origem nas músicas clássicas e aos poucos foi ganhando a sua evolução e hoje é ouvido por muitas pessoas que o encaram com o melhor estilo musical.
Rock on me
O amambaiense Marco Ormai, 46, admirador do rock, conta que desde cedo teve acesso à diversidade musical. “Lembro-me bem que sempre tive acesso às músicas “do momento” desde cedo; no final da década de 70, eu escutava em casa, na vitrola, o rei Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, enquanto se ouvia nas ruas um eco muito forte dos Reis do Ie Ie Ie”, relembra Marco.
Ele diz que The Beatles foi a ponte para o mundo do Rock’N’Roll. “Em 1979, tive contato com Led Zeppelin, B.T.O., Pink Floyd e outros gigantes do Rock”, fala Marco. Ele avalia que apesar da era disco dominar os ouvidos nas discotecas mais badaladas, ele exerceu uma das mais acertadas opções da sua vida: preferiu o Rock. “Rock com “R” de Rolling Stones, Ramones, Raul Seixas”.
E finalizando: “Em meados dos 80’s era Barão Vermelho, Titãs, U 2, Santana que continuaram firme na preferência; assim o Rock aconteceu para mim e deve continuar acontecendo; antes John Lennon, hoje Joss Stone; depois de Bob Dylan, Capital Inicial.; o importante é que agora é Rock on me”.
Envolvimento com os movimentos sociais
Até hoje, o rock é considerado o estilo musical envolvido com movimentos sociais e luta pelas causas, tendo em vários de seus representantes personalidades engajadas em diversas atividades de ajuda humanitária.
Alguns exemplos de roqueiros que lutam pelas causas mundiais é Bono Voz, líder do U2, Sting da banda The Police e Elton John. Isso mostra que a imagem do roqueiro cheio de vícios, excentricidades e abusos é um tanto quanto equivocada.
No dia mundial do rock, não são apenas solos de guitarra que conquistam, mas principalmente a mensagem de luta por objetivos em busca do bem maior para toda a sociedade. As atitudes de benfeitorias ao próximo não são exclusivas desse ou daquele grupo, são iniciativas humanas.
O Rock no Brasil
No Brasil, o estilo veio a ter ênfase em 1950 e depois disso não parou mais. Aqui o rock mostrou sua cara diante de movimentos sociais tendo o punk como trilha sonora durante muito tempo, com letras de protesto, palavras de ordem, chamando a juventude a lutar por seus direitos, cobrando a sociedade e principalmente a classe governista.
O rock brasileiro nasceu tão logo Elvis Presley disparou o primeiro dos três acordes de That’s All Right Mama, e as primeiras cenas de “Rock Around The Clock/Balanço das Horas” – passaram nas telas dos cinemas brasileiros, com a trilha sonora de Bill Halley & His Comets.
O primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro apareceu na voz de uma cantora. Celly Campello estourou nas rádios com os sucessos Banho de Lua e Estúpido Cupido, no começo da década de 1960. Em meados desta década, surge a Jovem Guarda com cantores como, por exemplo, Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Com letras românticas e ritmo acelerado, começa fazer sucesso entre os jovens.
Na década de 1970, surge Raul Seixas e o grupo Secos e Molhados. Na década seguinte, com temas mais urbanos e falando da vida cotidiana, surgem bandas como: Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Blitz e Os Paralamas do Sucesso.
Na década de 1990, fazem sucesso no cenário do rock nacional : Raimundos, Charlie Brown Jr., Jota Quest, Pato Fu, Skank entre outros.
O Live Aid
Foi no dia 13 de julho de 1985 que um cara chamado Bob Geldof, vocalista da banda Boomtown Rats, organizou aquele que foi sem dúvida o maior show de rock da Terra, o Live Aid – uma perfeita combinação de artistas lendários da história da pop music e do rock mundial.
Além de contar com nomes de peso da música internacional, o Live Aid tinha um teor mais elevado, que era a tentativa nobre de conseguir fundos para que a miséria e a fome na África pudessem ser pelo menos minimizadas. Dois shows foram realizados, sendo um no lendário Wembley Stadium de Londres (Inglaterra) e outro no não menos lendário JFK Stadium na Filadélfia (EUA). Depois do show histórico, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o dia 13 como sendo Dia Mundial do Rock.
Os shows traziam um elenco de megastars, como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys, entre outros, alcançando uma audiência pela TV de cerca de dois bilhões de telespectadores em todo o planeta, em cerca de 140 países.
Ao contrário do festival Woodstock (tanto o 1 como o 2), o Live Aid conseguiu tocar não somente os bolsos e as mentes das pessoas, mas também os corações. O Live Aid conseguiu em 16 horas de show acumular cerca de 100 milhões de dólares, totalmente destinados à ajuda humanitária da África.
No show da Filadélfia, Joan Baez abriu o evento executando “Amazing Grace”, com cerca de 101 mil pessoas cantando em coro o trecho “eu estava perdido e agora me encontrei, eu estava cego e agora consigo ver”. Este show marcou também a única reunião dos três sobreviventes da banda Led Zeppelin, Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, com a presença ilustre de Phil Collins na bateria.
Durante a história, outros festivais com essa mesma consciência social ocorreram na década de 80 como o U.S.A. For Africa, Live Aid, Farm Aid, Hear ‘n’ Aid, Artists Against Apartheid e o Amnesty International, reunindo sempre grandes nomes do mundo pop e rock.





