Três jornalistas bolivianos foram processados pelo Ministério Público do país por utizizarem “os meios de comunicação para induzir a população a cometer delitos” contra camponeses indígenas, em um caso de violência e racismo na cidade de Sucre, em 24 de maio de 2008, informou o site Erbol, citado pelo Knight Center for Journalism un the Americas.
Foram processados Roger González, diretor do Canal 13 de TV Universitária; Delfín Ustares, ex-apresentador da rede Bolivisión; e Daniel Villavicencio, do jornal Correo del Sur. O MP acusa o trio de instigar a população à delinguência e enaltecer a violência ao reportar o episódio em que pelo menos 18 camponeses foram feitos reféns, agredidos, humilhados e obrigados, seminus, a gritar ofensas contra o governo da Bolívia em uma praça da cidade de Sucre.
O grupo teria sido ameaçado por opositores ao governo do presidente Evo Morales, que tentavam impedir mudanças na Constituição. De acordo com informações de O Globo, os camponeses humilhados iriam se encontrar com Morales em uma festa cívica na região.
Entidades de imprensa afirmaram que os jornalistas estão sendo perseguidos simplesmente por terem feito a cobertura do episódio. As organizações acusam o MP de “excesso e arbitrariedade” em relação ao episódio, disse o rádio La Razón.
Redação Portal IMPRENSA

