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quinta-feira, 14 de maio de 2026

‘Cultura do Silêncio’ impede combate à violência contra menores

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Representante especial da Ban Ki-moon sobre Violência contra Crianças disse que mundo precisa de dados melhores; mais de 50 milhões de bebês ficam sem registro de nascimento todos os anos.

As Nações Unidas lançaram um apelo para melhorar dados e pesquisas sobre violência contra crianças.

Numa reunião, na sexta-feira, na sede da ONU, em Nova York, a representante especial de Ban Ki-moon sobre o tema, Marta Santos Pais disse que ‘muito frequentemente, a violência contra menores se esconde atrás de uma cultura do silêncio’.

Contribuição

Para ela, dados melhores ajudam a fortalecer a ação do Estado na prevenção e no aparato legal para proibir o crime.

As propostas fizeram parte de uma mesa redonda da qual participou também a ministra do Itamaraty, Maria Tereza Mesquita Pessôa, que explicou à Rádio ONU a contribuição brasileira ao debate.

“Os dados relativos à violência devem ser claramente conhecidos e divulgados de forma que o Estado possa prover respostas adequadas e eliminar esta forma extrema de violência contra crianças e adolescentes que é o homicídio”, afirmou.

Certidão de Nascimento

Segundo as Nações Unidas, todos os anos 50 milhões de crianças que chegam ao mundo não recebem certidão de nascimento.

A representante de Ban Ki-moon afirmou que crianças que não são contadas acabam não contando para a formalização de políticas, decisões orçamentárias e terminam com seus direitos violados.

Apoiado pelo Unicef e pelo Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos, o evento mostrou novos indícios de violência contra menores em países de rendas baixa e média.

Disciplina

Três de cada quatro crianças pesquisadas já foram vítimas de alguma forma de disciplina violenta.

Cerca da metade dos menores entrevistados sofreram castigos físicos e três de cada quatro foram submetidos a agressões psicológicas.

Segundo uma das participantes, Susan Bissell, do Unicef, a maioria dos casos de violência contra criança ocorre em casa e por isso acabam sendo ocultados.

Castigos

Ameaçar uma criança, expô-la ao ridículo ou intimidá-la gera uma série de impactos negativos no comportamento que vai além da fase infantil.

Apesar de muitos países ainda permitirem os castigos físicos, apenas uma em cada quatro pessoas com responsabilidade de cuidar de crianças acredita que “é preciso bater para educar bem.”

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

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