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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Professores de Amambai param por três dias reivindicando melhoria salarial

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13/03/2012 11h02 – Atualizado em 13/03/2012 às 14h36 e às 16h33

Professores de Amambai param por três dias reivindicando melhoria salarial

Da Redação

Nos próximos dias 14, 15 e 16 de março, professores de todo o país irão paralisar as atividades para cobrar a aplicação da lei do piso por estados e municípios. De acordo com a lei, os professores devem receber R$ 1.451 mensais, excetuando-se as gratificações, e destinar um terço da jornada para realizar atividades extraclasses. No entanto, a realidade do professor brasileiro é bem diferente dessa.

Este movimento reivindica, além do piso nacional de R$ 1.451,00, o cumprimento integral da lei que determina que 1/3 da jornada seja destinada para a hora atividade, a aprovação do Plano Nacional da Educação e a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação.

Amambai

Em Amambai, não podia ser diferente a busca por melhores condições salariais e a paralisação maciça dos professores da rede Estadual e Municipal de Educação será realizada. Os profissionais da educação aderiram à paralisação e todos irão para as ruas do município soar seu grito por melhorias salariais.

No município, o movimento é encabeçado pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted), que organiza a concentração que acontece na praça Cel. Valêncio de Brum, nesta quarta-feira (14) , a partir das 8 horas.

Das escolas que estarão participando interrompendo suas atividades durante estes três dias são: Escola Estadual Vespasiano Martins, Escola Municipal Marlene Vilarinho, Escola Estadual Felipe de Brum, Escola Municipal Julio Manvailer, Escola Municipal Maria Bataglin, Escola Municipal Antonio Pinto da Silva e Escola Municipal Flavio Derzi.

Da rede estadual de ensino de Amambai, a Escola Estadual Fernando Corrêa da Costa não irá participar da manifestação. Todos os professores do período matutino da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa participarão do ato; já no período vespertino, apenas duas professoras irão aderir à paralisação.

Programação

A paralisação começa às 8 horas, quando os professores irão se concentrar na Praça Coronel Valêncio de Brum e depois realizam passeata pelas ruas centrais de Amambai a fim de que o poder público possa enxergar a situação e possa melhorar o salário atual dos professores de todo Brasil.

No dia 15, segundo dia, professores e trabalhadores da Educação em Amambai participam da manifestação na capital do Estado. A orientação da CNTE é que os profissionais lotem as capitais de seus Estados. Em Campo Grande, a mobilização é organizada pela Fetems.

No terceiro e último dia da mobilização dia 16, os professores discutem nos seus sindicatos o PNE. Esse estudo, em Amambai, é realizado pelo Simted.

A negociação em Amambai

O projeto de lei complementar 01/2012 institucionaliza no município de Amambai o piso de R$ 1.451,00 para a categoria do magistério, a partir do dia 1° de março, e estabelece um calendário para implantação de 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse em duas etapas: a primeira delas em julho de 2012 e a segunda em janeiro de 2013.

O projeto proposto prevê ainda a reposição salarial baseada no índice IPCA-IBGE, apurado em 2011, acrescido de 2%, garantida na lei municipal número 2.250/2011, e o novo valor do piso – que por orientação do Ministério da Educação deverá ser retroativo ao mês de janeiro de 2012.

A presidente do Simted, professora Olga Tobias, afirmou que o projeto tem o aval da entidade e que as questões relacionadas à reposição salarial e ao pagamento do piso nacional da categoria, a partir de janeiro, serão negociadas com o executivo e, se necessário, a justiça do trabalho será acionada. “Estamos sendo orientados pela Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) neste processo de implantação do novo piso e a nossa luta é para garantir melhorias para a categoria. A primeira etapa já foi concluída. Vamos continuar negociando em todos os fóruns, inclusive na justiça, se for necessário”, disse Olga.

Professores de Amambai param por três dias reivindicando melhoria salarial

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