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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Manifestação dos professores reforça pedido de reforma da Escola Felipe

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14/03/2012 10h44 – Atualizado em 14/03/2012 10h44

Manifestação dos professores de Amambai reforça pedido de reforma da Escola Felipe de Brum

Fernanda Moreira / Da Redação

A manifestação organizada pelos professores das redes estadual e municipal de Amambai em parceria com o Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação) na manhã desta quarta-feira (14), além de reivindicar melhorias para a classe, atentou para o pedido de professores e alunos da Escola Estadual Coronel Felipe de Brum.

O Felipe de Brum, a primeira instituição de ensino fundada no município de Amambai, passa por sérios problemas na estrutura física do prédio, o que fez com que os professores e alunos da instituição organizassem na manhã de ontem (13), um ‘abraço’ à Escola, numa forma de protestar e pedir reformas urgentes.

Participação

Participaram da manifestação cerca de 200 pessoas, a maioria alunos da escola estadual Cel. Felipe de Brum. A rede de ensino de Amambai possui cerca de 600 professores.

Na terça-feira (13) confirmaram presença no evento professores das escolas estaduais Vespasiano Martins e Felipe de Brum e das muncicipais Marlene Vilarinho, Julio Manvailer, Maria Bataglin, Antonio Pinto da Silva e Flavio Derzi.

Da rede estadual de ensino de Amambai, a Escola Estadual Fernando Corrêa da Costa não confirmou participação. Todos os professores do período matutino da Escola Estadual Dom Aquino Corrêa haviam confirmado participação no ato; já no período vespertino, apenas duas professoras aderiram à paralisação.

Movimento nacional

A manifestação ocorrida hoje em Amambai faz parte do Movimento Nacional dos Trabalhadores em Educação que ocorre na maioria das cidades do mato Grosso do Sul e do Brasil.

A reivindicação dos profissionais da educação é de que seja cumprido a lei de 2008 que determina o piso salarial de R$ 1.451,00 para os professores, o cumprimento integral da lei que determina que 1/3 da jornada seja destinada para a hora atividade, a aprovação do Plano Nacional da Educação e a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação.

Respeito através da paralisação

Durante a passeata que teve início às 8 horas desta quarta-feira, alunos, diretores e professores das redes estadual e municipal vestiram camisetas pretas e gritaram frases de protesto para mostraram sua indignação diante da falta de atenção do governo municipal à luta da classe educadora.

“A categoria precisa ser melhor vista pelas autoridades, estamos aqui para pedir atenção e respeito ao nosso trabalho e a valorização começa pelos salários que precisam ser reajustados”, disse a coordenadora pedagógica da Escola Municipal Antônio Pinto da Silva, Vera Lorenzetti.

A vice presidente do Simted de Amambai, Marly Charão Gomes, comentou o motivo pelo qual a paralisação foi organizada. “Estamos aqui para mostrar a força dos profissionais da educação, exigindo o aumento salarial que é de nosso direito. O prefeito ainda não nos recebeu para tratar do pagamento do novo piso retroativo ao mes de janeiro, mas as negociações não foram encerradas, elas vão continuar até que nossas reivindicações sejam atendidas”, falou Marly.

O vice-prefeito de Amambai, José Aguiar, esteve acompanhando a movimentação dos profissionais e alunos durante a manhã, conversando com alguns presentes. A Polícia Militar também se fez presente, fazendo acompanhamento da manifestação para coibir qualquer ato violento.

“Dinheiro para ser investido em estádios para Copa do Mundo e outros eventos tem! Mas e a educação?” questiona a professora Cleonice de Oliveira.

“A correção salarial que ocorreu foi em relação ao piso nacional, mas não teve aumento no município. Além disso, o salário é retroativo de janeiro, mas só começou a ser pago em março”, explica Cleonice sobre o fato de estar havendo negociação da categoria com o poder público municipal para que o valor retroativo do mês de janeiro e fevereiro seja pago aos professores sem causar problemas nos cofres municipais.

Novos professores também participaram

Professores recém-formados que começaram a trabalhar nas escolas de Amambai neste ano de 2012 também participaram da manifestação. Mário Fernandes, professor de física e química trabalha em escolas da rede municipal e estadual do município e achou válida a passeata.

“Acho bastante válido o movimento, mas uma coisa que eu não concordo é com o fato de que esses três dias de paralisação terão de ser repostos. Faz a manifestação e, se houvesse resultados positivos, aí sim fazia a reposição das aulas, mas isso é algo que todos os envolvidos já sabiam que iria ser feito”, diz o professor.

Já o recém-formado Diogo Antunes, professor de sociologia participa de sua primeira manifestação. “É importante os professores terem esclarecimento sobre seus direitos, e mostrar à sociedade a real situação. Também acho válido os alunos participarem, pois é um reconhecimento que eles dão aos professores”, completou Diogo.

Alunos carregaram faixas

Os alunos das escolas estaduais Coronel Felipe de Brum, Vespasiano Martins e das escolas municipais Antônio Pinto da Silva e Escola Agrotécnica Lino do Amaral Cardinal empunharam faixas com apelos de melhoria das condições de trabalho para seus professores. Os alunos do Felipe de Brum ainda mostravam cartazes pedindo a reforma da escola. “Queremos escola nova, não um lixão”, frase escrita em um dos cartazes virou grito de ordem na voz dos alunos presentes.

Fotos: Wilson Alves / Moreira Produções

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Alunos carregaram faixas em apoio à causa dos professores. Foto: Moreira Produções.

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