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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Curso de harpa estreita vínculo cultural entre Brasil e Paraguai

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04/04/2012 21h51 – Atualizado em 04/04/2012 21h51

Ponto de Cultura Pájaro Campana: curso de harpa estreita vínculo cultural entre Brasil e Paraguai

Fonte: Da Redação

O paraguaio Marcos Lucena é harpista clássico da OSCA (Orquestra Sinfônica de la Ciudad de Asunción). Sua formação inclui a Escola Normal de Música de Paris, o Conservatório Nacional de Bourg-Lareine e o Conservatório de Cannes, todas instituições francesas.

Seus estudos de harpa paraguaia foram com Ramón Romero. Dos 13 aos 19 anos fez parte do Trio Los Tupy, com o qual percorreu a Europa, Oriente e África, gravando discos e atuando para a televisão na Suíça e na Itália. “Essa foi minha escola”, diz ele.

Atuou como solista da Orquestra Sinfónica Cöte d’Azur Provence e, desde 1994, reside no Paraguai e integra a OSCA. Na capital paraguaia, Marcos Lucena é professor de Educação Musical para alunos com idade entre 3 e 10 anos.

Nesta semana, ele está em Amambai a convite do Ponto de Cultura Pájaro Campana, projeto da AculturA (Associação Cultural de Amambai), ministrando curso de harpa paraguaia. Ele já havia estado aqui antes; em 2009, ele apresentou-se no Festival do Folclore Toro Candil, evento também promovido pela AculturA. E, depois disso, no ano passado, dois alunos do curso de harpa estiveram em Assunção participando de oficina com o harpista.

O intercâmbio foi estabelecido. Não poderia ser diferente; como ele mesmo diz: “O Brasil tem uma relação histórica com o Paraguai; não é coincidência, Mato Grosso do Sul e Paraguai tem um vínculo histórico”.

Para Lucena, ele estar em Amambai é “uma linda oportunidade de conhecer esta região e a irmandade do povo brasileiro com o povo paraguaio que têm uma cultura muito próxima”. E aproveitando o gancho sobre cultura ele reflete: “Um povo com cultura reflete boa saúde e felicidade; um povo sem cultura é um povo pobre de personalidade; a cultura enriquece um povo”.

Consciente deste desafio, como músico, professor e cidadão do mundo, Marcos vê com amargura a falta de projetos governamentais na área da cultura, seja do lado do Brasil como do Paraguai. A educação cultural deveria chegar através de projetos governamentais, diz ele, mas não é o que acontece. Para Lucena, os governos estão sempre esperando, estão acomodados.

A leitura da realidade cultural e brasileira e paraguaia mostra que esses países têm muito a caminhar, muito a fazer. Projetos como os da AculturA, do Pájaro Campana fazem a diferença num mundo globalizado, onde prevalece o fator comercial, sem importar a qualidade do produto.

Cerca de 14 pessoas estão participando do curso de harpa com o harpista Marcos Lucena. Os níveis vão do básico ao avançado. As inscrições foram gratuitas.

O Ponto de Cultura Pájaro Campana funciona na sede da ACulturA, situada à Rua da República, 2083. Mais informações sobre este e outros cursos promovidos pelo Ponto de Cultura Pájaro Campana pelo telefone 3481 – 2676.

O harpista em uma das oficinas que está ministrando no Ponto de Cultura Pájaro Campana.

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