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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Se o Governo não ceder, a educação de MS entrará em greve a partir de outubro

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15/05/2012 14h30 – Atualizado em 15/05/2012 14h30

Se o Governo não ceder,a educação de MS entrará em greve a partir de outubro

Fonte: Fetems

Mais de dois mil trabalhadores em educação de todo o Mato Grosso do Sul estiveram presentes, na manhã desta terça-feira (15), na sessão da Assembleia Legislativa com o intuito de reforçar a luta por melhores condições de trabalho e valorização profissional para os administrativos da educação. A mobilização foi organizada pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em educação do Mato Grosso do Sul).

Na oportunidade o presidente da Federação, Roberto Magno Botareli Cesar, usou a palavra durante a sessão da Casa de Leis e enfatizou que a categoria está contando com o apoio dos deputados estaduais, que se mostraram solidários a luta da Fetems e que caso o Governo não avance em questões como a unificação da carreira dos trabalhadores em educação a categoria entrará em greve a partir do dia 1º de outubro. “Estamos contando com o apoio dos deputados nesta luta, no dia 28 de maio já temos uma reunião marcada, aqui na Assembleia, com uma comissão que será montada pelos parlamentares, para debatermos sobre a unificação da nossa carreira e já decidimos que se por acaso o governador, André Puccinelli, não conceder para nós questões como esta os trabalhadores em educação da rede estadual de MS entrarão em greve a partir do dia 1º de outubro”, afirma.

Roberto Magno ressaltou também o importante papel que os deputados estão desempenhando neste dialogo com o Governo do Estado para que a categoria avance na valorização profissional dos administrativos da educação, que atualmente são os servidores públicos que possuem o menor salário no Estado. “Os deputados estaduais serão nossos avalistas nesta luta pela inclusão da carreira dos administrativos da educação no nosso Estatuto dos Profissionais da Educação Básica do Mato Grosso do Sul, a Lei Complementar 0087/2000. A partir deste avanço teremos uma carreira unificada para os trabalhadores em educação de MS, professores e administrativos, que são os educadores do nosso Estado, terão um reajuste salarial igual e os administrativos da educação passam a ter uma carreira única, com a data base de reajuste no inicio do ano”, disse.

Sobre o reajuste salarial dos administrativos da educação de 6% que os deputados irão votar nesta terça-feira, o presidente da Fetems enfatizou que o bom seria que todos votassem contra e as negociações com o Governo fossem reabertas. “Esta era a nossa vontade, mas sabemos que o reajuste de 6% vai passar na Assembleia Legislativa, por isso estamos nesta batalha pela carreira unificada, pois queremos que os administrativos da educação com a sua carreira única passem a ter a mesma data base de reajuste salarial do magistério, 1º de janeiro”, ressalta.

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Jerson Domingos (PMDB), usou a fala e se comprometeu em acompanhar, juntamente com uma comissão de deputados, todas as negociações com o Governo e ainda ressaltou que irá interceder para que o ponto dos administrativos da educação que participaram das manifestações nesta semana e semana passada não seja cortado em hipótese alguma.

Para o deputado estadual, Pedro Kemp (PT), que está sendo um dos porta-vozes da categoria na Assembleia Legislativa, a negociação avança a partir do comprometimento dos deputados e suas bancadas em intercederem junto ao governador. “Com este dialogo aberto entre o movimento sindical e o poder legislativo com certeza facilita o processo de negociações com o Governo, que sabe a força que a categoria possui unida e mobilizada, agora contando com o apoio público da Assembleia Legislativa”, conclui.

Se o Governo não ceder, a educação de MS entrará em greve a partir de outubro

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