14/06/2012 14h59 – Atualizado em 14/06/2012 14h59
Fonte: Assomasul
O Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado no final da tarde da quarta-feira, 13 de junho, pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados.
O PNE, previsto no Projeto de Lei (PL) 8035/2010, determina 20 metas para que União, Estados e Municípios busquem melhorias na Educação do país. Eles terão 10 anos, a partir da publicação da lei para atender o Plano.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanha a tramitação do projeto desde 2010 e alerta os prefeitos para duas destas metas: números 1 e 6.
A primeira trata do atendimento nas creches e na pré-escola. Segundo o PNE, os Municípios terão de atender 50% de crianças entre 0 e 3 anos nas creches, até o final dos anos, e 100% dos alunos de 4 a 5 anos na pré-escola, até 2016.
Na meta número 6, o Plano determina que 25% dos alunos da educação básica, em 50% das escolas públicas, tenham educação em tempo integral, ou seja, mais de 7 horas de aulas e atividades.
É importante informar que a CNM não é contrária às metas e sim ao fato de que não está especificado no texto do Plano quais serão as fontes de recursos para financiá-las. O impacto financeiro para os cofres municipais será de R$ 26 bilhões em 10 anos.
10% do PIB SEED – Gov. do Paraná
Um dos destaques do PNE e que causa polêmica entre partidos é a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação.
A CNM não é contra esse porcentual, mas ressalta que é preciso constar na redação final do PL qual a responsabilidade de cada ente na aplicação dos recursos.
O texto aprovado na quarta-feira fechou em 8%, mas alguns deputados ainda reivindicam os 10%. Atualmente, 5% do PIB são investidos no setor – em torno de 1% pela União de acordo com pesquisa da Campanha Direito à Educação, e os outros 4% pelos Estados e Municípios.
Tramitação
A Comissão de Educação ainda deve analisar os destaques do PNE no dia 26 de junho. Se não receber nenhum requerimento contra a decisão conclusiva da CEC, o PL 8035/2010 segue para o Senado Federal. Caso seja aprovado algum requerimento, o projeto deve passar ainda pelo Plenário da Câmara.

