13/07/2012 10h12 – Atualizado em 13/07/2012 10h12
Fonte: Brasil 247
Mais cem mortes. No mais otimista dos cenários. É a conta de ativistas sírios sobre um possível massacre protagonizado pelas tropas de Bashar Al-Assad, em uma vila da província central de Hama. Segundo o Conselho da Liderança Revolucionária, contudo, o número de mortes pode ter passado de 200, no que se estabeleceria como o maior massacre de toda a revolta síria, que dura quase 16 meses.
A vila de Tremseh foi bombardeada pelas tropas sírias e por membros de milícias fiéis a Assad. Algumas das vítimas teriam sido executadas com tiros na cabeça. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, tanques e helicópteros sírios bombardearam a população do vilarejo. Pelo menos 30 dos mortos já foram identificados.
Segundo a ONU, 10 mil pessoas morreram desde o início da revolta, em março de 2011, mas a oposição fala em pelo menos 17 mil mortos. Até o momento, o pior massacre registrado na revolta síria ocorreu em 25 de maio, quando 108 pessoas morreram na cidade de Houla, em outro ataque atribuído pelos oposicionistas a forças do regime Assad.
Baixa
Os atritos ocorrem um dia depois de um dos principais embaixadores da Síria, Nawaf Fares, anunciar sua saída do governo e a decisão de aderir à oposição. A anúncio foi feito em comunicado transmitido pelo Facebook e pela TV Al Jazeera. Fares era o representante do país no Iraque e foi o primeiro diplomata sírio a abandonar o governo de Assad. A mudança ocorreu uma semana depois de um general sírio de família próxima ao presidente Assad ter desertado.
Por outro lado, Assad pode celebrar o fato de que a Rússia sustentou, nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, que não concorda com a ameaça de sanções para tentar colocar fim ao conflito. O Conselho de Segurança deve votar sobre o assunto e apresentar sua decisão no dia 18 de julho.

