9.9 C
Dourados
sábado, 9 de maio de 2026

Dilma sugere nova dinâmica para Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia

- Publicidade -

08/02/2013 09h53 – Atualizado em 08/02/2013 09h53

Fonte: CNPQ

O Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) despertou de vez a atenção da presidenta Dilma Rousseff. Integrantes do colegiado expressaram essa percepção na tarde desta quarta-feira (6), em encontro com o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias. Eles conversaram no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), após reunião ocorrida pela manhã, no Palácio do Planalto, em que Dilma propôs mudanças na periodicidade e na abordagem da instância.

“Ficou muito claro que ela reforçou a ideia do conselho, e isso nos dá mais responsabilidade, tanto aos ministérios quanto aos conselheiros, porque teremos reuniões mais regulares – de quatro em quatro meses – e mais diretas”, disse Elias. “Ela quer algo que seja objetivo, que tenha começo, meio e fim. Temos um desafio comum e coletivo de preparar bem essa agenda.”

Para o coordenador-geral da secretaria do CCT, Olival Freire, a presidenta entendeu que o colegiado pode ser um instrumento útil para sua administração. “Esse conselho é meio governo, meio sociedade civil, e, até por isso, não pode ser chapa-branca”, afirmou. De acordo com ele, Dilma sugeriu uma “nova dinâmica” ao CCT, que, além do funcionamento regular de suas quatro comissões, passaria a abordar dois temas prioritários por vez. A primeira rodada começaria com biotecnologia e outro tópico a ser definido.

O conselheiro Eduardo Krieger comentou a função proposta. “Surgiu uma oportunidade nova além daquilo que seria a atividade normal do conselho, mas não podemos deixar de lado seu papel histórico, de assessorar o MCTI e fazer a integração do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia”, ressaltou. “Agora, esse segundo aspecto é importante, para pinçar temas que politicamente ela pode tocar e para os quais a gente evidentemente deve dar todo o suporte.”

Inovação – Na visão do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, o foco solicitado por Dilma envolve inovação. “A expectativa não é por uma abordagem genérica de biotecnologia, e sim para como podemos lançar produtos novos no mercado”, avaliou.

O empresário Carlos Sanchez, integrante da comissão 1 do CCT – Promoção da Inovação –, lembrou que a presidenta recomendou que a indústria nacional contratasse mais doutores, para competir fora do país. “A ciência básica é o começo de tudo, mas essa ciência tem que se materializar”, argumentou. “O Brasil está num momento econômico em que precisa disso, que essa ciência vire produto e energize novamente o sistema, para que sirva de exemplo, para que se invista mais em pesquisa e, assim, para que se crie mais produto.”

Já o vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Hernan Chaimovich, destacou a necessidade, apontada por Dilma, de bases consistentes para realizar transferência tecnológica. “Não poderemos usar, comprar ou copiar tecnologia se não tivermos a cadeia inteira”, ponderou.

A cooperação entre áreas do governo que investem em ciência, tecnologia e inovação também permeou o discurso da presidenta na reunião da manhã. “Se a gente soma os recursos fora do MCTI, sabe- se que se concentra mais ou menos 50% do total”, calculou o vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti. “Ou seja, é um volume muito grande de recursos investidos em muitos ministérios e, portanto, as várias pastas devem conversar para encontrar um denominador comum de itens.”

Dilma sugere nova dinâmica para Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia

- Publicidade -

Últimas Notícias

- Publicidade -

Últimas Notícias

9 de maio – dia da Europa

- Publicidade-