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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Pedro Kemp palestra na 2ª Conferência da Educação em Amambai

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09/06/2013 21h56 – Atualizado em 09/06/2013 21h56

Fonte: Da Redação

Em palestra realizada durante a 2ª Conferência Intermunicipal da Educação, o deputado estadual Pedro Kemp (PT) foi incisivo ao defender a utilização dos royalties do petróleo na aplicação da educação brasileira. “Não há possibilidade de melhoria sem recursos”, disse ele. E também: “Fazer educação não é só pagar salários e redistribuir a carga horária dos professores”.

A Conferência, realizada nos dias 6 e 7 de junho em Amambaí, reuniu representantes da educação deste município e de Aral Moreira, Coronel Sapucaia e Paranhos. 280 delegados discutiram questões apresentadas pela Conae – Conferência Nacional de Educação, especialmente os eixos IV – Qualidade da Educação: democratização do acesso, permanência, avaliação, condições de participação e aprendizagem e o eixo VII – Financiamento da educação, gestão, transparência e controle social dos recursos.

O evento intermunicipal é preparatório para a Conferência Estadual que acontece em setembro em Campo Grande.

A palestra de Pedro Kemp abordou o tema A Proposta do governo federal de alocação dos royalties do petróleo para o financiamento da educação brasileira: situação atual e a pretendida.

A questão do financiamento da educação está contemplada na 20ª meta do Plano Nacional da Educação (PNE). Em análise no Congresso desde 2011, o PNE traça objetivos e metas para o ensino no País em todos os níveis (infantil, básico e superior) para serem cumpridos até 2020. A meta mais polêmica é a 20, que trata do percentual do PIB que deve ser investido em educação. Para garantir o que chama de “revolução no ensino” e o cumprimento desta meta, a presidente Dilma enviou ao Congresso, paralelamente, outro projeto para destinar 100% dos royalties do petróleo e recursos do pré-sal em educação. Atualmente, 5,3% do PIB são destinados à Educação; a proposta é ampliar este percentual para 10%.

O deputado petista falou também sobre a necessidade de a escola acompanhar a evolução tecnológica: “A escola que não acompanhar as mudanças tecnológicas vai se tornar obsoleta e o processo pedagógico ficará prejudicado (…) a escola está muito atrasada neste aspecto”.

Defendeu a redução do tempo do professor em sala de aula, abordou a Lei de Responsabilidade Fiscal e destacou os gastos [necessários] com o transporte escolar, mas que impedem outros investimentos; relacionando esses pontos à necessidade contínua de formação do professor. “Investir na formação do professor não pode ser um sonho, e sim uma realidade (…) é preciso uma carga horária que nos permita estudar, planejar, que nos permita qualidade de vida, lazer”.

O que precisamos daqui para frente, avalia Pedro Kemp, é discutir as melhorias, mas não vamos avançar sem os recursos; para isso é importante o recursos dos royalties para a educação e os 10% do PIB.

Por fim, o palestrante questionou os delegados da Conferência: “Que tipo de educação queremos?”. Para ele, não será a educação tecnicista que irá transformar a sociedade. “Que nossa educação se preocupe não somente em formar pessoas para o mercado de trabalho”.

Para ele, a escola deve preparar para a vida e, principalmente, para respeitar a vida do outro; disse ele, citando como exemplo o caso Galdino, quando jovens de Brasília atearam fogo em um índio que dormia na rua. Segundo Kemp, a atitude dos jovens é típica de quem não foi educado para ter limites e nem para respeitar o próximo.

“Precisamos de mais recursos, de escolas com qualidade e agradáveis, de salários justos e de tecnologia; mas nada disso terá valor se a nossa educação não formar pessoas com ética e com caráter”, finalizou Kemp.

Para a secretária de Educação do município de Amambai, Vera Lorensetti, a Conferência teve efetiva participação e foi produtiva e a palestra de Pedro Kemp esclarece dúvidas e aborda os pontos discutidos nos eixos. “Ficamos bem satisfeitos, tivemos a participação de delegados de representam segmentos importantes”, diz Vera.

Participaram delegados representando entidades, igrejas, exército, movimento de mulheres, conselho tutelar, legislativo, pais, alunos, gestores escolares, sindicato de trabalhadores rurais, polícia militar, associações de moradores, escolas especiais e advogados, entre outros.

Pedro Kemp: “Fazer educação não é só pagar salários e redistribuir a carga horária dos professores”.

280 delegados discutiram questões apresentadas pela Conae - Conferência Nacional de Educação.

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