20/07/2013 10h46 – Atualizado em 20/07/2013 10h46
Índice de Desenvolvimento Rural de MS é o 2º maior do Brasil
Fonte: Capital News
Mato Grosso do Sul apresenta o segundo maior Índice de Desenvolvimento Rural (IDR) do Brasil (0,65), atrás apenas do estado de São Paulo (0,69), e empatado com Santa Catarina. O indicador mede o grau de desenvolvimento e o bem-estar nas áreas rurais brasileiras, levando em conta suas diferenças.
O Estado tem o maior IDR do Centro-Oeste. Goiás, em segundo lugar, obteve 0,63, seguido por Mato Grosso, com 0,62. A média do índice destes estados é de 0,63, semelhante ao da Região Sul do país (0,65), entretanto, de acordo com o relatório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Centro-Oeste alcançou em poucas décadas o patamar que o Sul levou séculos para atingir.
Em relação aos municípios de MS, São Gabriel do Oeste é o grande destaque, com IDR de 0,82, ocupando o quarto lugar do ranking nacional, enquanto que Chapadão do Sul, na 16ª posição, apresenta 0,81.
O IDR foi construído por meio de uma parceria entre a (CNA) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição que realizou um cruzamento entre os dados do Censo Agropecuário de 2006 e do Censo Demográfico de 2010, realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
O indicador analisa o desempenho econômico de cada município, mas busca também captar os impactos sociais, demográficos e ambientais. Para o diretor de relações institucionais da Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Rogério Beretta, é importante a avaliação dessas quatro dimensões, para que seja perceptível se a riqueza gerada trouxe benefícios sociais e preservação do meio ambiente.
“A classificação de um município no ranking revela o quanto ele foi bom no conjunto dos quatro itens que formam o índice de desenvolvimento. Os municípios que ocuparam as primeiras posições no cenário nacional, são considerados novas fronteiras agrícolas com altos índices econômicos, sociais, ambientais e demográficos”, considera Beretta.
Para chegar ao resultado, a FGV considera pesos diferentes para cada item. O setor econômico e o social respondem por aproximadamente 30% cada, enquanto que o ambiental tem peso de 17,6%, e o demográfico 22,8%.
A dimensão econômica toma em conta fatores como o gasto com insumos, valores dos bens dos estabelecimentos, valor adicionado pela agropecuária per capita, orientação técnica que as propriedades receberam e mão de obra. MS apresentou o maior índice nessa área do país, de 0,80.
Já a dimensão social analisa o rendimento médio mensal por pessoa, alfabetização, acesso a energia elétrica, análise do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), desempenho da saúde pública, entre outros.
A dimensão ambiental avalia fatores que influenciam na qualidade de solo e preservação do meio ambiente, como a rotação de culturas e tamanho das áreas degradadas. E a dimensão demográfica avalia o índice de migração, a taxa de envelhecimento e a média de moradores por domicílio rural.

