07/08/2013 15h47 – Atualizado em 07/08/2013 15h47
Escolha dos livros didáticos das redes estadual e municipal de Amambai é padronizada
Fonte: Da Redação
Na manhã desta quarta-feira (7), professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), das redes de ensino municipal e estadual de Amambai, reuniram-se para analisar e definir a escolha dos livros didáticos que serão usados no triênio 2014/2016.
Professores de Língua Portuguesa, Matemática, História, Ciências, Geografia e Espanhol, além dos coordenadores pedagógicos e coordenadores de áreas, reuniram-se na escola estadual Vespasiano Martins para avaliar as propostas de livros didáticos já aprovados por equipe do MEC (Ministério da Educação).
A iniciativa é inédita em Amambai e no Mato Grosso do sul, já que a cada três anos a escolha é feita por escola que tem autonomia para decidir qual livro selecionará por disciplina e por ano escolar.
As escolas selecionam as obras com que desejam trabalhar no próximo ano, o governo faz a compra dos livros e os exemplares são enviados para as escolas. O processo de escolha leva em consideração quais são os títulos, dentre os disponíveis, que mais estão adaptados ao projeto pedagógico da instituição de ensino.
Neste ano, os diretores das escolas da rede estadual de Amambai com a supervisora da Secretaria de Estado de Educação (SED), Nanci Pissini, sugeriram que fosse padronizada a escolha junto com as escolas da rede municipal.
Amambai possui cinco escolas na rede estadual, sendo quatro que oferecem o ensino fundamental II, e dez escolas de ensino fundamental na rede municipal de ensino. Mais de 100 professores estiveram presentes na reunião desta quarta-feira no Vespasiano Martins.
O que acontece, explica a supervisora NancI, que durante o ano há muitas transferências de alunos entre as diferentes escolas da rede pública – estadual e municipal, além de várias outras de estudantes vindos de outros municípios. “Há o caso de filhos de pessoas que exercem funções que exigem transferências no decorrer do ano, como o caso de militares e pastores, por exemplo”, diz a professora.
A professora de Língua Portuguesa, Gilvanda Alves da Silva Reis, compactua desta opinião. “No nosso município há muita transferência, eles já ficam perdidos por chegarem a uma escola nova e também para os professores fica mais fácil; esta escolha favorece muito”, diz Gilvanda.
Nanci esclarece que a decisão de escolha padronizada dos livros, aprovada pela SED e referendada pela secretária de Educação do município de Amambai, Vera Lorensetti, atende critérios de manutenção da qualidade de ensino e possibilita que todos os alunos que frequentam um determinado ano escolar fiquem no mesmo patamar de aprendizagem. Mesmo com a reunião de hoje e definição de um único livro por disciplina e ano escolar, as escolas têm autonomia na decisão final, mas Nanci acredita que todas as unidades escolares optarão pela decisão do coletivo.
Os professores de Matemática Jorge Karasek e Ramona Martins Dutra igualmente concordam com a padronização dos livros didáticos. “Acho muito interessante esta discussão, a gente fica muito preso no cotidiano e às vezes não tem ideia do pensamento do colega de área”, diz Jorge. Ramona também acha interessante. “Porque tem esta troca de informações; conhecemos o ponto de vista do colega e podemos dar o nosso”, fala a professora de Matemática.
As duas opções para cada um dos anos escolares do Ensino Fundamental II dos livros didáticos das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Ciências, Geografia e Espanhol, escolhidos pelos professores, serão enviadas ao Ministério da Educação.
Saiba Mais
** Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)**
O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) tem como principal objetivo subsidiar o trabalho pedagógico dos professores por meio da distribuição de coleções de livros didáticos aos alunos da educação básica. Após a avaliação das obras, o Ministério da Educação (MEC) publica o Guia de Livros Didáticos com resenhas das coleções consideradas aprovadas. O guia é encaminhado às escolas, que escolhem, entre os títulos disponíveis, aqueles que melhor atendem ao seu projeto político pedagógico.
O programa é executado em ciclos trienais alternados. Assim, a cada ano o MEC adquire e distribui livros para todos os alunos de um segmento, que pode ser: anos iniciais do ensino fundamental, anos finais do ensino fundamental ou ensino médio. À exceção dos livros consumíveis, os livros distribuídos deverão ser conservados e devolvidos para utilização por outros alunos nos anos subsequentes.
O PNLD também atende aos alunos que são público-alvo da educação especial. São distribuídas obras didáticas em Braille de língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia e dicionários.









