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domingo, 10 de maio de 2026

Hoje é o dia do Gaúcho: “Passagens do gaúcho”

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20/09/2013 15h34 – Atualizado em 20/09/2013 15h34

Por Erminio Guedes dos Santos

Pioneirismo e liderança são funções deliciosas dos paradoxos do ser humano, do individualista dominante tentando convencer seus dominados a não se tornarem fortes, do pensamento libertário e do reducionismo. Foi assim nas maiores descobertas, de A. Einstein chamado de louco, pelo egoísmo conservador. Na verdade, egoísmo e solidariedade humana deveriam estar no nosso DNA, mas não está em todos e, por isso, temos a tendência de pensar que, geralmente as mudanças são adversidades, sem perceber que elas podem ser ofertas de enormes oportunidades.

Pois bem, o gaúcho carrega o estigma de militante da luta social, política, econômica e de cidadania, formado no tempo, nas lutas das terras missioneiras, entre portugueses e espanhóis, passando por inúmeras escaramuças bélicas com os vizinhos platinos, revoluções e muita disputa, que gerou enorme disposição ao movimento social, próprio da luta política.

O gaúcho é marca da luta por liberdade e igualdade. Assim, a Revolução Farroupilha, tem como fundamento ideológico a República, a democracia e a liberdade. Ali se estabeleceu a disputa entre monarquistas e republicanos, no pretexto de interesses econômicos, isto é, entre os que “gostam do poder” e os que queriam avançar, a Pátria recém liberta. A guerra foi encerrada, mas a causa continuou e veio resultado. No berço da República, pós Guerra do Paraguai, os monarquistas viram governo e os legítimos republicanos excluídos, razão da Revolução Federalista que veio em seguida. Por sinal, isto tem muita similaridade com práticas políticas de hoje.

Deodoro da Fonseca desmontou o sonho republicano em desavenças políticas, país afora, que duram até hoje. Aqui no sul do nosso Estado, teve exemplo de república desnorteada que gostava de benesses e o fez na erva mate, nas custas do sofrimento humano. Murtinho e Cia. tomaram conta da região mais próspera, na época e criaram um Estado Paralelo. A propósito, os gaúchos que chegavam pelo Paraguai, tiveram de enfrentar esse poder, na luta pela terra, porque, metade da região sul de Mato Grosso era posse de um único dono, que não aceitava dividir com colonos. Consequência, a luta pela terra deu origem a milíssia gaúcha que enfrentou a polícia do Estado Paralelo. As discórdias levou Getúlio Vargas a cancelar a cocessão republicana e permitir o acesso a terra a milhares de migrantes.

Estas são passagens da formação do gaúcho. Que gerou a marca “gaúchos quando não governam, fazem as leis”. Nisso, realmente há muitas provas, expressando a pluralidade ideológica e capacidade realizadora do gaúcho, na economia e na política.

No Rio Grande nasceram, inúmeros movimentos sociais e políticos, a exemplo da Coluna Prestes, Governo Vargas, núcleo duro da ditadura militar (Médici e Cia.), mas também da Resistência ao Golpe de 64 e da Reforma Agrária, do MST.

Tudo isso nos dá um ensinamento fundamental: O povo evolui pela qualidade das lutas que trava, respeitando princípios, independente dos resultados, porque “o importante é não reduzir o realismo ao que existe, pois, de outro modo, podemos ficar obrigados a justificar o que existe, por mais injusto ou opressivo que seja”. (B. Souza Santos).

Hoje é o dia do Gaúcho: "Passagens do gaúcho"

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