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domingo, 10 de maio de 2026

Revista retrata em 80 páginas identidade cultural de MS

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30/11/2013 09h02 – Atualizado em 30/11/2013 09h02

Da cultura indígena à arte de colecionar livros: revista retrata em 80 páginas identidade cultural de MS

Fonte: Notícias MS

Campo Grande (MS) – Personalidades, histórias, festas, artesanatos e até receitas típicas de Mato Grosso do Sul estão estampadas em 80 páginas da sexta edição da revista Cultura em MS. A publicação com tiragem de dois mil exemplares foi lançada nesta sexta-feira (29) pelo governador André Puccinelli, numa solenidade que reuniu colaboradores da revista e admiradores da cultura.

A revista criada no ano de 2008 por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) traz como tema principal nesta edição reportagens e relatos da diversidade cultural dos povos indígenas do Estado. As matérias contam um pouco da história das etnias Kiniknau, Ofaié, Guató, Guarani, Kadiwéu e Terena.

Alunos da Escola Municipal Sulivan Silvestre, localizada na Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande deram o tom da cerimônia de lançamento da revista. Caracterizados com roupas típicas da dança do bate pau, os integrantes acompanharam também uma oração cantada pelo professor de língua terena.

Entrevistada na matéria da revista, a cacique da Aldeia Marçal de Souza, Enir Bezerra, agradeceu a produção das reportagens que tratam dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul. Ela explica que a revista é importante até pela questão cultural não só dos povos indígenas, mas como a sociedade como um todo. “A cultura brasileira de algum tempo para cá começou a pegar credibilidade e a cultura indígena também vem vindo nesse contexto. Nosso Estado tem a segunda maior população de índios e neste momento vem levantar a autoestima das comunidades”, salientou.

Conforme Enir Bezerra para as comunidades indígenas uma revista como essa traz valores importantes como o resgate de tradições. “É muito interessante estar divulgando a nossa cultura porque nós trabalhamos com os índios na cidade na questão de resgatar a sua cultura, a produção da cerâmica, a língua terena. Ela veio para divulgar, valorizar e mostrar um pouco da nossa cultura que está bem presente no Estado”, concluiu.

Do camalote ao artesanato

A revista Cultura em MS traz ainda a história de Catarina Ramos da Silva, de 64 anos, conhecida como Catarina Guató. O ofício que aprendeu com a sogra transforma o camalote – planta típica do rio Paraguai – em objetos de moda e de decoração. Desde o ano de 1974, a artesã que é descendente dos Guató, uma comunidade indígena localizada no município de Corumbá, produz tapetes, chinelos, bolsas, carteiras, cintos a partir da técnica de secagem do camalote. Ela também ainda confecciona colares feitos com sementes e outros artesanatos utilizando a palha de milho e folha de bananeira.

Na solenidade de lançamento da revista, Catarina Guató recebeu das mãos do governador André Puccinelli a sua edição, que traz não só a sua própria história, mas as de muitos outros indígenas de Mato Grosso do Sul.

Acervo histórico

Um casal de historiadores também ganhou as páginas da edição da revista Cultura em MS. Valmir Batista Corrêa e Lúcia Salsa Corrêa vieram na década de 1970 do interior de São Paulo para dar aulas de história na cidade de Corumbá. Desde então não saíram mais de Mato Grosso do Sul. Há 16 anos moram em Campo Grande e são donos de um grande acervo cultural e histórico.

“Meu acervo é de cerca de quatro mil títulos bibliográficos dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Tenho jornais, revistas, livros e discos de vinis”, diz orgulhoso Valmir. O professor de história, hoje já aposentado tem sete livros publicados e já colaborou em pelo menos 300 artigos.

Para Valmir, um Estado rico em cultura pelas suas influências não só da fronteira, mas também de outras regiões, ganha com a edição da revista. “Para a felicidade de quem ama a cultura, o governo do Estado continuou com este projeto trazendo uma revista de alto nível e com certeza é um painel da diversidade cultural desse Estado. O governo não olha só o lado técnico de obras e construção, mas vai fundo no sentimento das pessoas e este sentimento só se constrói entendendo cultura”, ressaltou.

Tradição

A Cavalgada no Pantanal da Nhecolândia também é destaque da sexta edição da revista. Conforme o presidente da Associação de Criadores de Cavalo Pantaneiro do Mato Grosso do Sul (ACCP-MS), Vicente Coelho Jurgielewicz, a cavalgada é um evento realizado pela ACCP-MS com o objetivo de promover o cavalo pantaneiro, uma raça tradicional do Estado, tipicamente regional, mas um pouco desconhecida no cenário nacional.

Outro motivo para a realização do tradicional passeio a cavalo, de acordo com Vicente Coelho é resgatar antigos valores. “É resgatar as antigas festas que eram muito comuns no Pantanal, na época dos meus avós, como a Festa de São Sebastião e de Santo Antônio. Eram de três a quatro dias de festa onde a comunidade e os parentes se reuniam na fazenda para confraternizar e promover a cultura”, recordou. O evento acontece desde o ano de 2004 sempre no mês de julho.

A história do encontro que se tornou tradição integra um conjunto de assuntos da revista que será entregue em instituições educacionais e culturais do Estado. “Nosso Estado é relativamente novo e sofre várias influências de colonizadores de diversas regiões e de outros países. Ele ainda está em processo de formação da sua identidade cultural e isso é muito válido”, avaliou o presidente da Associação de Criadores de Cavalo Pantaneiro.

Para quem que ter acesso ao conteúdo da revista, a versão digital, em formato PDF, a partir do lançamento, estará disponível no site www.fundacaodecultura.ms.gov.br

As matérias contam um pouco da história das etnias Kiniknau, Ofaié, Guató, Guarani, Kadiwéu e Terena.

Revista retrata em 80 páginas identidade cultural de MS

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