14/03/2014 15h13 – Atualizado em 14/03/2014 15h13
Fonte: Fetems
A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) vem por meio desta nota pública, esclarecer aos trabalhadores em educação de nosso Estado, que já tomou providências em relação a CI (Comunicação Interna Circular) n.121/2014, enviada pela SED (Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul).
O documento orienta apenas aos representantes sindicais participarem da Greve Nacional, que está sendo puxada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), nos próximos dias 17, 18 e 19 de março. Especificamente ele trata sobre a paralisação dos profissionais da educação das redes de Campo Grande, puxada pelo nosso sindicato base, para segunda-feira (17). Além de não concordarmos com a orientação da Secretaria, também não entendemos porque o ofício foi enviado para todo o Estado, se ele tratava apenas de uma questão local.
Após tomarmos ciência da situação entramos em contato com a Secretaria de Educação do Estado e com a Casa Civil e após o debate conseguimos que este comunicado seja invalidado, portanto será enviada para as escolas da Rede Estadual de todo o MS uma nova CI ainda nesta sexta-feira (14).
Nós da Fetems nunca vamos concordar e sempre vamos batalhar contra qualquer tipo de repressão, principalmente quando esta tentativa ferir o nosso direito constitucional de lutar por melhores condições de trabalho, por um ensino público mais justo e de qualidade. Além disso, reforçamos que a decisão ou não de paralisar suas atividades, no caso de uma greve, cabe ao trabalhador e não ao poder público, sabemos tanto dos nossos direitos, quanto dos nossos deveres, nunca nos recusamos a repor nossas aulas e nosso dia de trabalho, portanto qualquer atitude como está da SED se torna descabida.
Nossa luta por uma educação pública de qualidade e pelos nossos direitos trabalhistas, infelizmente ainda passamos por momentos como esse, quando é necessário paralisarmos nossas atividades, para chamarmos a atenção das autoridades públicas para questões como a Lei do Piso Salarial Nacional, principal bandeira de luta dessa mobilização da CNTE. Não aceitamos que esta conquista, que demorou 100 anos, sofra retrocessos. Não aceitamos o reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que fará com que, daqui cerca de dez anos, os professores ganhem novamente um salário mínimo.
“A gente muda a Educação. A Educação muda o mundo”

