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sábado, 9 de maio de 2026

Mais de 90% das escolas de Amambai aderem à greve nacional da Educação

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19/03/2014 14h39 – Atualizado em 22/03/2014 10h27

Fonte: Da Redação

Amambai (MS) – Mais de 90% das escolas das redes de ensino municipal e estadual de Amambai não tiveram aulas nesta quarta-feira (20) em adesão à Greve Nacional promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE.

Na rede municipal, não pararam suas atividades a Escola Pólo Municipal João Rodrigues, localizada no Conjunto Habitacional João Rodrigues, e o Centro de Educação Infantil Recanto do Saber, na vila Cristina. A escola Dr. Fernando Corrêa da Costa foi a única das cinco da rede estadual de Amambai que não aderiu à greve.

A Greve Nacional

A Greve Nacional da Educação iniciou na segunda-feira (17), se estendeu até a quarta-feira (19) e foi organizada pela CNTE. Em Amambai, os trabalhadores em Educação decidiram em assembleia paralisar as aulas um dia apenas, sendo que nos outros dois – segunda e terça – foram feitos trabalhos de conscientização dentro das escolas.

A CNTE representa mais de 3 milhões de educadores das redes públicas de ensino de educação básica. Os profissionais exigem o cumprimento da lei do piso, carreira e jornada, investimento dos royalties de petróleo na valorização da categoria, votação imediata do Plano Nacional de Educação, destinação de 10% do PIB para a educação pública, contra a proposta dos governadores de reajuste do piso e contra o INPC.

A greve Nacional em Amambai

Em Amambai, a Greve Nacional foi organizada pelo Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted).

Na manhã de hoje, professores das redes municipal e estadual reuniram-se na praça Cel. Valêncio de Brum objetivando chamar a atenção da população sobre as reivindicações da categoria.

O objetivo foi protestar contra o Projeto de Lei número 3.776/2008, que propõe reajustar o piso salarial do magistério pela inflação. Outras reivindicações da categoria nas esferas estadual e municipal também foram apresentadas durante o movimento de paralisação.

Professores estiveram entregando panfletos e segurando faixas de conscientização na avenida Pedro Manvailer, centro da cidade de Amambai defendendo a aplicação da correção do piso nacional no dia 1º de janeiro e não 1º de março, o pró-funcionário e a unificação da carreira.

“Mais uma vez a educação vai para a rua, nós estamos lutando pelos nossos direitos, pelo investimento na educação, estamos com o PNE (Plano Nacional de Educação) há mais de quatro anos para ser feito e ainda está engavetado, precisamos que as autoridades e os governantes tomem providências em relação a isso, nós sabemos que a educação é o que muda o país, se não investirmos nela dificilmente vamos para frente em Amambai”, afirmou a presidente do Simted, Olga Tobias Mariano. Segundo ela, a categoria retornará as ruas até que as autoridades tomem as providências devidas.

Mário Fernandes, professor da escola Felipe de Brum, disse que existe uma politica de movimentação de massa e que quando essa massa se une é possível fazer mover a lei. Ele avalia que a categoria em que ele se inclui ainda não possui a densidade exata. “Em reunião, os professores foram convocados para ir à luta, estamos lutando pelo bem, queremos ver os alunos evoluírem e queremos evoluir junto aos alunos. Nós já lutamos pelo aumento da hora atividade e mesmo assim quando chegamos em casa, não estamos em casa, ainda estamos no trabalho”, concluii o professor.

A secretária de Educação de Amambai também esteve no evento prestando seu apoio para a categoria. Ela afirmou que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) está sempre apoiando as políticas públicas do município e brigando por uma melhor educação. “Se tivermos condições, nós faremos o possível para ajudar, não é algo que podemos fazer sozinhos, o reajuste já foi feito, o pró-funcionário já está no papel e logo estará funcionando, também estamos cumprindo com a lei do piso, nosso único problema é o piso para 20 horas, pois é inviável para o município“, disse Vera Lorensetti.

O professor da escola Vespasiano Martins, Sivaldo Michenco, contou sobre algumas aquisições não abraçadas pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), como o doutorado no Estado, que ainda não é prestigiado, e a posição dos convocados, onde o contrato é feito de seis em seis meses para que não seja necessário o pagamento do 13º salário, nem das férias.

Âmbito Estadual

Em âmbito estadual, a paralisação nacional organizada pela CNTE é em defesa do cumprimento da Lei do Piso, carreira e jornada, investimento dos royalties do petróleo na valorização da categoria, votação imediata do PNE, destinação de 10% do PIB para Educação Pública e contra a proposta dos governadores para o piso e as carreiras e o reajuste pelo INPCv (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

A presidente do Simted reforça que a greve é nacional, não só para Amambai, mas para o Brasil inteiro. “A educação é a mola mestra desse nosso país e o educador é quem faz a diferença, se ele não luta, a educação não muda e o país não cresce”, afirma Olga.

“Nossa luta é por uma educação pública de qualidade e pelos nossos direitos trabalhistas, infelizmente ainda passamos por momentos como esse, quando é necessário paralisarmos nossas atividades para chamarmos a atenção das autoridades públicas para questões como a Lei do Piso Salarial Nacional, principal bandeira de luta dessa mobilização. Não aceitamos que esta conquista, que demorou 100 anos, sofra retrocessos. Não aceitamos o reajuste pelo INPC, que fará com que, daqui cerca de dez anos, os professores ganhem novamente um salário mínimo”, finalizou Olga.

A carreata dos trabalhadores em Educação que estava programada para acontecer a partir das 16 horas desta quarta-feira não aconteceu porque poucos professores compareceram.

Confira o vídeo da mobilização


Professores da rede municipal e estadual de ensino estiveram protestando / Foto: Moreira Produção

Panfletagem e faixas foram utilizados para a conscientização / Foto: Moreira Produções

A secretária de Educação, Vera Lorensetti (E), junto ao professor Jorge Karasek e a presidente do Simted, Olga Mariano / Foto: Moreira Produções

Professores estiveram entregando panfletos e segurando faixas de conscientização na avenida Pedro Manvailer / Foto: Moreira Produções


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