11/04/2014 08h28 – Atualizado em 11/04/2014 08h28
Fonte: CG News
Em depoimento à polícia, o menino de 10 anos que foi estuprado na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad disse que vem sofrendo violência sexual há pelo menos dois anos. Os abusos começaram quando a vítima tinha oito anos de idade e sempre ocorriam nos banheiros do colégio. O caso ocorreu no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande.
Os suspeitos de cometerem as agressões sexuais, três garotos de 13, 14 e 15 anos, também prestaram informações preliminares à delegada Aline Lopes, da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude). Eles negam as acusações.
Conforme a delegada, em conversa preliminar, a vítima disse que era trancada no banheiro com os três garotos. Enquanto o primeiro vigiava a porta, cuidando a aproximação de outras pessoas, o segundo segurava a vítima e o terceiro enfiava os dedos no ânus dela. Os três revezavam as ações.
À tona – A violência sexual sofrida pelo garoto de 10 anos foi descoberta ontem (9), data do último estupro. Conforme a família da vítima, o jovem nunca relatou nenhum episódio de violência.
Depois de mais uma sequência de abusos, o jovem sentiu dores e coceiras no ânus. Ele pediu ajuda para a mãe, que decidiu levá-lo ao posto de saúde. Na unidade, a médica fez exames iniciais e constatou a existência de duas fissuras na região anal.
O laudo preliminar da profissional foi emitido dizendo que o paciente era vítima de violência sexual e precisava passar por exames mais detalhados. Diante disso, a mãe foi com a criança à escola para conversar com a diretora.
A informação do estupro vazou no colégio e causou muita confusão. Diversas mães foram ao local, revoltadas, para tirarem seus filhos do prédio. Após isso, a polícia foi acionada e apreendeu os três suspeitos, apontados pela vítima.
Desdobramentos – A delegada Aline Lopes segue ouvindo os envolvidos no caso. Os pais da vítima e dos suspeitos também prestarão depoimentos. Em conversas iniciais, todos eles afirmam desconhecer o caso.
A diretora da escola municipal e os professores também serão intimados para prestar informações. Por enquanto, a gestora escolar não se pronunciou.
A delegada também pediu à Justiça a autorização para a apreensão dos menores suspeitos. Ela precisa desse mandado de apreensão para os garotos de 13, 14 e 15 anos serem encaminhados à Unei (Unidade Educacional de Internação).
Os suspeitos continuam na Deaij e a vítima foi encaminhada ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para a realização de exames mais detalhados.
Laudo confirma estupro de aluno e autores são liberados pela Polícia
Foi confirmado o estupro do menino de 10 anos por três adolescentes na Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, no Bairro Estrela Dalva, em Campo Grande. O crime ocorreu ontem (9) e foi descoberto após a mãe do menino levá-lo ao médico para exames. No entanto, os autores foram liberados pela Polícia.
De acordo com a delegada da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Aline Sinnott Lopes, o laudo pericial constatou que houve uma fissura anal, concluindo que o menino foi vítima de estupro.
O menino relatou em depoimento que há dois anos é estuprado pelos adolescentes, mas a delegada afirmou que ainda não foi confirmada esta versão. “Os adolescentes estudavam em outros períodos, somente este ano eles começaram a estudar no mesmo horário. Então o estupro não ocorre há tanto tempo”, contou.
Segundo a Aline, os três adolescentes foram liberados, pois a Justiça ainda não se manifestou sobre o caso. “Somente uma determinação judicial para prende-los”, relatou.



