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segunda-feira, 11 de maio de 2026

ONU prolonga em seis meses permanência de missão de paz na Costa do Marfim

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) prolongou em seis meses o mandato da missão de paz na Costa do Marfim (Unoci). A decisão foi tomada nessa segunda-feira (20) em Nova York, por unanimidade. A entidade reforçou que a missão tem como tarefa “proteger a população civil de quaisquer abusos de direitos humanos”, informou a Rádio ONU.

No fim de semana, o presidente Laurent Gbagbo havia determinado que as forças de paz deixassem o país, sob alegação de estarem interferindo em assuntos internos ao condenar a decisão da Corte Suprema marfinense de reverter o resultado das eleições presidenciais apurado pela Comissão Eleitoral. Para a comissão, o vencedor foi Alessane Ouatarra, ex-primeiro ministro e candidato da oposição, em decisão referendada pela ONU, que participou da organização da eleição.

Durante entrevista coletiva em Abidjan, maior cidade do país, o chefe da Unoci, Young-Jin Choi, afirmou que a missão vai continuar a fazer buscas militares em todo o país para monitorar, observar e impedir atos de violência e violações dos direitos humanos. Para reforçar que a missão é imparcial , ele citou a recusa em acompanhar partidários de Ouattara durante marcha no sábado.

Apoiadores de Gbagbo alertaram as Nações Unidas que seus soldados podem passar a ser tratados como rebeldes se permanecerem na região. Para o então presidente, houve fraudes no Norte do país, que foram reconhecidas pela Corte Suprema e ignoradas pela Comissão Eleitoral.

Citado pela BBC, o ministro do Interior de Gbagbo, Emile Guirieoulou, afirmou que se a força de paz da ONU, “contra nossa vontade, quiser manter-se no país, não iremos cooperar com ela. E, se escolherem seguir alguma autoridade que não seja a legal, eles tornam-se parte da rebelião”.

Militares da ONU estão de guarda no hotel onde Alessane Ouattarra está desde o segundo turno das eleições, em 28 de novembro passado. Como Gabgbo, ele nomeou um gabinete.

Milhares de marfinenses, temendo pela volta da guerra civil, fugiram a pé para países vizinhos. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), eles já passam de 6 mil. A grande maioria instalou-se no Distrito de Nimba, onde está chegando mais ajuda, como cobertores, colchões, lampiões a querosene e sabão. Suprimentos extras de comida foram enviados de Copenhague (Dinamarca) para a Libéria e a Guiné.

A expectativa é que o número de expatriados chegue rapidamente a 30 mil. O governo da Libéria também já reconectou bombas de água nas vilas próximas à fronteira, bem como começou a distribuição de arroz e água potável, cujo fornecimento foi afetado por causa da grande procura logo depois das eleições no país vizinho.

Fonte: Agência Brasil

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