10/11/2014 13h34 – Atualizado em 10/11/2014 13h34
Assim como o Observatório do Crack, Instituto de Fronteiras releva falta de investimento na segurança da região
Fonte: CNM
O investimento público na segurança dos Municípios de fronteira é muito inferior se comparado a Municípios que sustentam taxas de homicídio menores às dessas áreas. Esta é uma constatação de um estudo do Instituto do Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), divulgado na última semana.
Este dado reforça a pesquisa do Observatório do Crack, desenvolvido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). No final de 2013, a entidade mostrou a deficiência na segurança de Municípios que fazem fronteira com outros países, e por isso, são rota, por exemplo, do tráfico de drogas. O estudo do Idesf tem a mesma conclusão: as principais causas da violência na região de fronteiras são o crime organizado ligado ao contrabando e ao tráfico de drogas.
De acordo com o Idesf, a média de homicídios por 100 mil habitantes na região de fronteira é de 36,93. Enquanto a média de gasto per capita em policiamento, defesa civil, informação e inteligência é de R$ 9,83. Um exemplo é o Município paranaense de Foz do Iguaçu, localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Lá o investimento é de R$ 5,22 por habitante. Em São Paulo e Rio de Janeiro, com taxas de homicídio menores que 20 mortes por 100 mil habitantes, o investimento em segurança pública é R$ 37,74 e R$ 53,33 por habitante, respectivamente.

