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domingo, 10 de maio de 2026

Unesco faz alerta pela proteção do patrimônio e da liberdade de expressão no Egito

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A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, lançou um apelo em defesa da proteção do patrimônio cultural e do respeito à liberdade de expressão no Egito. “Em primeiro lugar gostaria de manifestar a minha solidariedade às vítimas do protesto civil e suas famílias”, disse Irina Bokova, lamentando a morte de pelo menos 190 pessoas nas manifestações.

A Diretora Geral pediu que todas as partes em conflito respeitem o patrimônio cultural egípcio, símbolo de identidade nacional, e a liberdade de expressão, pilar essencial da democracia. Embora a situação esteja evoluindo rapidamente no Egito, as informações vindas do país sobre estas duas questões são preocupantes, disse a Diretora Geral.

“Os monumentos e obras de arte do patrimônio cultural egípcio fazem parte da herança ancestral da humanidade que chegou até nós através dos séculos”, disse Irina Bokova. “As 120 mil obras do Museu Egípcio do Cairo têm um valor incalculável não somente em termos científicos e financeiros, mas porque eles representam a identidade cultural do povo do Egito. Prova disso é que centenas de pessoas espontaneamente formaram uma corrente em torno do museu para protegê-lo. Peço solenemente que todas as medidas necessárias sejam tomadas para proteger os tesouros do Egito no Cairo, em Luxor e em todos os outros sítios históricos e culturais do país”.

Bokova também expressou preocupação com a situação da livre circulação de informação e da liberdade de imprensa no país. Os serviços de acesso à internet foram suspensos e, segundo numerosos relatos, alguns jornalistas foram presos e tiveram seus equipamentos profissionais confiscados. Outros repórteres que cobriam os protestos foram espancados. Além disso, vários meios de comunicação privados tiveram suas licenças suspensas e suas transmissões via satélite bloqueadas.

“É fundamental que a imprensa nacional e estrangeira sejam autorizadas a realizar seu dever de informar objetivamente o público”, sublinhou a Diretora Geral. “Impedir a mídia de realizar seu trabalho não irá restaurar a paz, nem criar as condições para um diálogo construtivo”.

O Egito é um dos membros fundadores da UNESCO e sempre trabalhou de perto com a Organização, em particular no campo da cultura. Tem sete sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. O Centro de Estudos Núbios no Museu de Núbia, em Assuão, e o Museu Nacional da Civilização Egípcia, no Cairo, foram criados com o apoio da UNESCO. A Organização também participou ativamente do renascimento da famosa Biblioteca de Alexandria, destruída há cerca de dois mil anos, como um ponto focal para a educação, a cultura e a ciência na região árabe. Na educação, o Egito é membro do E9 (grupo dos países mais populosos) e foi um dos primeiros países da região a criar uma comissão nacional no âmbito da Educação para Todos (EPT).

Nações Unidas no Brasil

Museu Egípcio, Cairo. (foto: © John Kannenberg)

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