18/04/2013 16h47 – Atualizado em 18/04/2013 16h47
Fonte: Da Assessoria
Aral Moreira (MS) – Um grupo formado por 40 acadêmicos do 4º ano do curso de Geografia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) estiveram nesse sábado (13), visitando a cidade de Aral Moreira, com a finalidade de compreender as peculiaridades econômicas, políticas, sociais e culturais do município de Aral Moreira, que faz fronteira seca com o país vizinho, Paraguai.
A visita faz parte do roteiro das aulas de campo, vinculada à disciplina tópicos especiais em geografia ministrada pelos professores Jones Dari Goettert e Alexandre Bergamin Vieira. Além de Aral Moreira, o grupo já esteve visitando as cidades de Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Bela Vista, entre outros municípios de fronteira, para compreender as condições que envolvem a convivência entre brasileiros e paraguaios.
De acordo com o professor Jones Dari, a escolha de Aral Moreira se deu pelas características influenciadas nessa relação de fronteira. “Diferente de outras cidades que fazem fronteira com o Paraguai, Aral Moreira não tem uma cidade constituída no país vizinho. É uma curta formatação territorial para nós importante compreender o fato de ser área de fronteira ajuda ou prejudica as possibilidades econômicas, já que envolvem relações legais e ilegais, licitas e ilícitas”frisou.
A visita foi dividida em três etapas: a primeira desenvolvida durante a manhã no Pólo da Unigran, onde os estudantes conheceram um pouco da história e as potencialidades do município, apresentadas pelo vice-prefeito e professor licenciado de geografia, Eugenio Freire, e os professores Emerson e Rogério que recepcionaram o grupo. Em seguida, na prática, os acadêmicos conversaram com alguns moradores para compreender as relações que envolvem os dois países, e fizeram uma série de visitas, em várias localidades, inclusive no Cerro 21, situado no lado Paraguaio.
O vice-prefeito Profº Eugenio Freire exaltou o trabalho dos alunos da UFGD no município, que segundo ele, por meio desse trabalho de campo terão um conceito diferente do que é a fronteira.
“Para nós quanto administrativo é um prazer enorme recebê-los em nossa cidade para esse trabalho de campo. Na prática, muitas pessoas dos grandes centros enxergam à fronteira como um lugar perigoso. E através desse trabalho dos professores de Geografia, os alunos poderão ver na prática que a imagem repassada da fronteira é totalmente diferente, sendo um local tranqüilo e que vivemos todos em harmonia, tanto brasileiros e paraguaios” disse freire.



