19/05/2013 21h29 – Atualizado em 19/05/2013 21h29
Fonte: Da Assessoria
A Prefeitura Municipal de Ponta Porã realiza no período de 23 á 26 de maio, no Parque dos Ervais, o Festival de Folclore Sul Americano – edição 2013, que conta com a participação de Universidades, ONGs e apoio de empresas privadas da região.
O evento tem o apoio da Comissão Sul-mato-grossense de Folclore – CSMFL e da Organização Internacional de Folclore e Artes Populares – IOV-Brasil-MS. Amambai será representado pela Orquestra Violas de São Gonçalo, que realizará apresentação no sábado, 25 de maio, a partir das 17h.
O Festival, que tem como objetivo promover, valorizar e fortalecer as culturas populares e tradicionais compreende apresentações de grupos regionais, nacionais e do exterior, repletas de músicas e danças folclóricas. Além das apresentações, haverá palestras, oficinas de dança e de artesanato, exposições de artes populares, campeonatos de truco e de bozó, atividades lúdicas com crianças, barracas com comidas típicas, enfim, um festival que poderá marcar o início de uma nova proposta para a cultura no Estado de Mato Grosso do Sul e fomentar o setor do turismo cultural na fronteira.
A intenção é promover o encontro de culturas tradicionais diferentes e torná-las conhecidas e integradas entre os povos de fronteira, proporcionando oportunidades para troca de vivências entre artesãos, foliões, congadas, moçambiques, catireiros, músicos, violeiros e também das culinárias locais, tendo o público como integrante principal.
O Festival se dará entre as nuances da cultura da fronteira estendendo-se até os municípios de todo o Estado, atingindo regiões além de fronteiras, como Paraguai, Chile, Bolívia e equador. As regiões terão a oportunidade de se conhecerem melhor e isso acaba influindo até mesmo no turismo de cada uma delas, porque estimula as pessoas a conhecerem mais o seu folclore, seus usos e costumes.
Ponta Porã é um município rico e propício para receber o Festival De Folclore Sul Americano. Ali, existe um espaço no qual o local e o internacional se hibridiza, estabelecendo laços e dinâmicas próprias que constroem uma identidade diferenciada, concentrando elementos de ambas as culturas, de acordo com as necessidades da organização social fronteiriça. Muitos hábitos culturais se desenvolveram, mesclando a linguagem, os ritmos musicais, a culinária regional que se repete em ambos os lados da fronteira: sopa paraguaia, chipa, locro, bori-bori, puchero e o tereré estão em todos os lugares.
O município também pode receber as culturas tradicionais de outras regiões do estado e do país, proporcionando oportunidade para revelar similaridades, diferenças, reinterpretações, que nos remetem à história e à memória. Afinal, a UNESCO conclama as Nações a investirem na diversidade cultural como dimensão essencial no diálogo intercultural, pois “ela pode renovar nossa percepção sobre o desenvolvimento sustentável, cidadania e governança democrática”.
Dessa forma, o Festival oferecerá a oportunidade de chamar a população (alunos, professores, artistas, artesãos do local e circunvizinhança, comunidades, etc.) para participarem das trocas culturais e de conhecimento gerados durante o evento.
Então, o Festival torna-se importante na construção do conhecimento, no desenvolvimento do setor turístico, possibilitando uma movimentação em toda a infraestrutura turística da cidade, tal como: restaurantes, rede hoteleira e demais segmentos desse setor, além do intercâmbio cultural entre municípios, estados e países.

