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sábado, 20 de junho de 2026

Amambai, 73 anos! Por Viviane Viaut

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28/09/2021 09h59

Fonte: Redação

Aqui em Amambai fui acolhida. Amadureci. Trabalhei muito, na comunicação social e na educação.

Contribuí, participei, votei, fui votada, criei filhos, criei raízes, me identifiquei, sou cidadã amambaiense, de fato, de direito e com título de cidadania. O que muito me alegra, motiva, compromete e engrandece.

Aprendi a história da terra, do povo, dos índios, das sagas, dos livros.

Gosto da culinária daqui, da música, especialmente do chamamé, das danças, do churrasco, do pequi, da guavira, dos banhos de rio, das fogueiras, dos causos e das prosas. Amo tudo.

Um orgulho, creio eu, similar ao nativo daqui.

Que me desculpem os bairristas, Amambai é de todos.

Essa é minha homenagem nos seus 73 anos de emancipação político-administrativa.


Amambai. Cidade Crepúsculo. 73 anos. Pioneiros, desde sempre os Guarani Kaiowá. Erva-mate. Cultura agrícola e social nossa também. Veio a época do café. O crescimento econômico. A vida mercantil. Vieram os gaúchos. Paranaenses. Lavoureiros e pecuaristas. Os trabalhadores rurais. O Paraguai é aqui ao lado e sua cultura faz parte da nossa. O 17º RC Mec. Militares paulistas, cariocas, nordestinos e de tantos outros Estados do nosso Brasil. Aqui criaram laços, raízes. Amambai agregou e foi abraçada.

Município de destemida política. De políticos audaciosos. Todos com ideais. Diferentes. Mas importantes para forjar o que é Amambai hoje.

Cidade bonita; bonita não, linda! Acolhedora. Não há quem não goste de Amambai. E quem toma a água do Panduí…ahhh…esse torna-se amambaiense mesmo. Falando em rios, esses são de beleza única. O Panduí, o Yhogui, o Areião, o Japi, o Jordão. E o Amambai? Este é magnífico. Quando cruzo por ele, me sinto em casa.

Ipês, guaviras, plantas nativas, medicinais, ornamentais. Praças, parques, avenidas, polo educacional – formadora de opinião nos bancos do ensino superior, principalmente, convidativa para passeios, eventos e festas – dizem que as mulheres mais bonitas do Mato Grosso do Sul moram em Amambai, é verdade! Com um compromisso marcante e inigualável no sul de MS na área da medicina.

O que não faltam aqui são categorias profissionais comprometidas com o desenvolvimento da cidade. De coletores de lixo a doutores e mestres. De engenheiros a diaristas. De médicos e profissionais da saúde a professores. Estes últimos, um time de primeira, seja na rede pública ou particular. Qualidade de ensino com destaque, em índices e em sala de aula.

Neste meio, a vida se organizou. Os clubes de serviço, as associações filantrópicas, religiosas e culturais, dezenas de entidades com equipes determinadas com o voluntarismo. O esporte, este sempre, sempre mesmo, imponente. O laço comprido, as cavalgadas, os rodeios da Aqui fui festas do e para o povo.

Não tem como não amar Amambai, o Alto Amambai, como foi expressa no livro Che Tiempo Guaré. E em tantos outros Amambai foi descrita, mencionada, citada, declamada, amada.

Amém. Que assim seja. Amada por todos e existindo para todos. Valorizada e reconhecida, em todas as áreas, categorias, classes, gêneros, sem distinções.

Viviane Viaut é jornalista e professora de Língua Portuguesa

Amambai completa 73 anos nesta terça-feira (28)

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