31/08/2017 10h05
Fonte: Redação
Amambai (MS)- Com o plenário Lourino Jesus de Albuquerque lotado, o 1º Simpósio de Direito das Mulheres, promovido pelo Movimento das Mulheres de Amambai (MMA), sanou inúmeras dúvidas sobre a efetividade da Lei Maria da Penha na comarca de Amambai.
Com palestrantes como a promotora pública de justiça, Nara Mendes; o defensor público, Dr. Marcelo Marinho e o comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Amambai (3ª Cipm), tenente-coronel Wesley Araújo, o simpósio abordou de forma sucinta os resultados da operacionalização da lei em Amambai, através do projeto Mulher Segura, desenvolvido pela 3ª CIPM em parceria com o MMA.
Segundo o comandante da Polícia Militar, o projeto Mulher Segura atendeu, desde sua criação, em 2014, cerca de 400 mulheres e ofereceu medida protetiva para 130, assegurando assim, a integridade física da vítima.
“Vivemos em uma sociedade machista e patriarcal, onde o homem pensa que tudo gira em torno dele e por isso ele se vê no direito de agredir a sua mulher (…) e a Polícia Militar é muito criticada, por só chegar no local, depois de ter acontecido e de fato isso acontece muitas vezes, isso porque, nós só ficamos sabendo quando a confusão já está generalizada, por isso, que a sociedade deve estar atenta (…) chega dessa história de que em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, disse o comandante.
Para a promotora pública, Nara Mendes, o amparo da Lei Maria da Penha, fez com que muitas mulheres ou testemunhas de violência doméstica perdessem o medo de denunciar. “Sabemos que a situação no Brasil e em Amambai ainda é crítica, mas aos poucos estamos vendo que muitas mulheres ou testemunhas, estão perdendo o medo de denunciar e isso é muito bom”, ressaltou.
A promotora ainda afirmou que nos casos de violência doméstica o Ministério Público atua como acusador, protetor e interventor. E segundo Nara, os crimes mais comuns na comarca de Amambai e que o Ministério Público intervém são as situações de injúria, difamação, homicídio, feminicídio e estupro.
Para a presidente do MMA, Derli Jaime, a realização do simpósio deixará um legado para a comunidade amambaiense. “Apresentar a efetividade da Lei Maria da Penha, que é uma das leis mais comentadas no Brasil em um evento como esse é um marco para Amambai e o Movimento das Mulheres tem orgulho de fazer parte disso”, finalizou Derli.
Participaram do 1º Simpósio de Direitos da Mulher a gestora da Coordenadoria de políticas públicas para as Mulheres, Rhaissa Siviero; a presidente do Lions Clube de Amambai, Luzia Benites; os vereadores Geverson Vicentin, Darci, Ilzo e Fernando Fischer, a secretária de municipal de desporto e cultura, Lígia Borges; além de alunos do ensino médio da escola Fernando Correa da Costa.
Veja abaixo as fotos do simpósio:




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