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quarta-feira, 8 de julho de 2026

CAV realiza 2º Encontro de Filhos e Amigos de Amambai

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29/09/2017 15h59

Por iniciativa do Grupo Conheci Antônia Vera (CAV), o encontro aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de setembro

Fonte: Redação

Amambai (MS)- Realizado de 22 a 24 de setembro, o 2º Encontro dos Filhos e Amigos de Amambai agitou a Cidade Crepúsculo, reunindo mais de 400 pessoas em atividades sociais, culturais, desportivas e políticas.

O objetivo da iniciativa foi o de agrupar os amambaienses que não residem em Amambai, mas nos diferentes municípios e regiões do país e, claro, os amigos que ainda moram em Amambai para um encontro que fez história o antigo Patrimônio União.

Segundo o advogado Odil Puques, que estava na linha de frente da organização do evento, foi um encontro memorável, onde ficou marcado o companheirismo, o bairrismo, a nostalgia e o orgulho de ser amambaiense.

“Foi um evento muito bacana, tudo que nós nos propusemos, aconteceu (…) claro, um detalhezinho aqui, outro ali, mas no fim, ficou tudo a contento”, disse Odil.

Segundo ele, os pontos ápices do evento foram as homenagens prestadas ao grupo Fiolho do Sol e ao Clube Milionários, além da reintrodução dos bancos na praça Cel. Valêncio de Brum, que renderam muita emoção a todos os presentes. “Os momentos mais marcantes de toda a programação foram as homenagens que fizemos durante o jantar e claro, a reintrodução dos bancos na praça, porque além de ser um pedido feito pelo grupo, tem a questão sentimental, porque eram bancos de pais ou avós de integrantes do CAV, então foi bem emocionante”, explicou Puques.

Para o advogado, Miguel Zain, responsável pelo requerimento que solicitou a reintrodução dos bancos na praça, o evento contribuiu para o resgate da história da Cidade Crepúsculo, além de fomentar o comércio local, sobretudo do ramo hoteleiro e de restaurantes.

O filantropismo do CAV

Mais que um evento saudoso e nostálgico, o 2º Encontro dos Filhos e Amigos de Amambai veio para aflorar o filantropismo existente no coração de cada amambaiense, em especial, dos integrantes do grupo do WhatsApp, Conheci Antônia Vera, onde se originou os movimentos para o reencontro anual.

O grupo se uniu e arrecadou o valor de R$ 5.895,00 que foi destinado ao Lar do Idoso Frei Fabiano de Cristo, além de 15 cestas básicas.

Expectativa para o próximo encontro

Mal terminou o 2ºencontro, os Cavianos, como são chamados os integrantes do grupo Conheci Antônia Vera (CAV) já se organizam para o próximo encontro, que acontece no ano que vem e já rende grandes expectativas, a principal delas é aumentar ainda mais o número de participantes, girando em torno de 800 pessoas.

Mas segundo Odil, uma festa tão grande como a esperada, demanda uma organização ainda maior e uma remodelação do evento, o que não é nenhuma preocupação para o grupo, já que todos os cerca de 140 integrantes do grupo participam ativamente dando ideias. “Daqui uns seis meses será escolhida uma nova comissão de festa que vai ser reunir, debater e deliberar as questões da próxima festa, sabemos que a expectativa é grande”, comentou Odil.

“O CAV está se tornando um movimento cultural muito forte, já deixou de ser apenas um grupo no whats, um grupo de festa, para ser um movimento que envolve pessoas daqui e de fora, que primam por Amambai”, finalizou.

Conheci Antônia Vera (CAV)

Há histórias e histórias. Há também os causos. Alguns fatos, outros boatos. A veracidade é o que menos importa. A autenticidade sim. Uma história bem contada encanta. Canta em verso e prosa o contador de histórias.

Essas histórias e casos fazem parte da cultura e do folclore de um povo. Apreciá-las significa valorizar a nossa própria história, nossa existência e raízes.

É no interior de um país que as histórias se perpetuam com mais intensidade. Isso porque o povo das cidades menores tem mais tempo para ouvir. Quem mora em cidades maiores corre mais, ouve menos.

E, em Amambai, não é diferente. Cidade fronteiriça, com forte influência de diversos povos e culturas: paraguaios, guarani-kaiowá e os gaúchos. A diversidade é latente. Entendê-la e aceita-la mostra maturidade individual e coletiva.

Há dois anos, um grupo de amigos determinou-se a contribuir com a preservação da história da cidade. Foi criado o grupo Conheci Antônia Vera. A protagonista, outrora conhecida de muitos – mesmo que poucos assumem – tem um roteiro de vida não muito claro. Dizem, os mais corajosos, que Antônia Vera era dada a oferecer prazer a seus “amigos”. Sim, dona de um prostibulo. Isso há muitas décadas atrás. A maioria dos contemporâneos habitantes de Amambai nem era nascida. Será? Melhor pensar assim para aceitar mais passivamente esta história.

Para dar vazão às histórias, o grupo, criado em 2015, lançou mão do Whats App nos primeiros meses de formação. Praticamente uma centena de mensagens é postada diariamente. Haja tempo para ler todas.

A ideia cresceu, se fortaleceu e deu vazão a novas ideias. A primeira delas foi o reencontro de amigos hoje distante geográfica e socialmente.

Cerca de 400 pessoas participaram do encontro / Foto: Moreira Produções

Fundado em 1967, o conjunto musical

Advogado Odil Puques, um dos coordenadores do 2º EncontroFoto: Mofreira Produções

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