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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Embrapa Pantanal pode ampliar parcerias na área de apicultura

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22/07/2011 14h36 – Atualizado em 22/07/2011 14h36

Notícias MS

A Embrapa Pantanal participou, na última semana, do 7º Encontro de Apicultores de Mato Grosso do Sul, realizado em Três Lagoas. No evento, foram realizados contatos importantes entre a equipe da empresa, produtores e instituições interessados nas tecnologias por ela geradas, adaptadas e/ou desenvolvidas.

A região de Três Lagoas está se tornando importante produtora de mel de eucalipto, cultura bastante disseminada naquela região para a produção de madeira, papel e celulose. “O mel de eucalipto tem boa aceitação no mercado. A coloração e as propriedades sensoriais agradam aos consumidores”, disse o pesquisador Vanderlei Doniseti dos Reis, da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Com ele, foram o assistente Sebastião de Jesus e os bolsistas Damião Teixeira de Azevedo e Rennan da Silva Rodrigues, que auxiliaram na tarefa de divulgar e transferir tecnologias de pesquisas em apicultura realizadas pela Embrapa Pantanal. O Encontro de Apicultores de Mato Grosso do Sul acontece a cada dois anos.

Para Vanderlei, o encontro comprovou que tanto o público leigo quanto o técnico se interessam bastante pelas informações e publicações da Embrapa Pantanal. No estande da Unidade, foi grande a procura pelo material relacionado à apicultura e a outras áreas de pesquisa.

Durante o evento, foram divulgadas, por exemplo, informações sobre os protocolos de segurança, acesso e georreferenciamento para a prática da apicultura em áreas de eucalipto.

Colmeias não podem ser instaladas próximas de redes de energia elétrica, em áreas de reserva legal nem em APPs (Áreas de Preservação Permanente). “Nas bordas dos plantios de eucalipto com as matas nativas, sem exploração direta, a atividade pode ser implantada”, explicou Vanderlei. Esse local é vantajoso, segundo ele, porque as abelhas vão buscar o pólen, o néctar e/ou a resina nas flores de eucalipto e/ou nas plantas apícolas das matas próximas ao apiário resultando em maiores produtividades mesmo na apicultura não migratória.

O pesquisador contou ainda que alguns clones de eucalipto que não florescem estão deixando de ser utilizados ou tendo a sua importância diminuída por grandes empresas desse setor. “Elas estão preocupadas com a questão social e sabem que a apicultura também tem essa função, pois gera empregos e renda nos mesmos locais onde instalam os seus plantios”, afirmou o pesquisador da Embrapa Pantanal.

A Unidade já desenvolveu o projeto “Consolidação da Apicultura como Estratégia para a Geração de Renda em Assentamentos Rurais de Corumbá, MS” e recentemente iniciou o “Apicultura como Estratégia para a Inserção do Desenvolvimento Rural Sustentável em Assentamentos de Corumbá, MS”, ambos financiados pelo Macroprograma 6 da Embrapa.

Os macroprogramas fazem parte do Sistema Embrapa de Gestão e financiam as pesquisas da empresa. O número 6 trata exclusivamente de projetos de apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar e a sustentabilidade do meio rural.

Embrapa Pantanal pode ampliar parcerias na área de apicultura

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